"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

Conheça a Tunísia!

A Tunísia situa-se no norte da África, banhada pelo Mediterrâneo. Suas montanhas na região norte - algumas com mais de 1.500 metros de altitude - são entremeadas por vales e planícies férteis.

Caminhando em direção ao sul do país, as montanhas dão lugar a um planalto que, gradualmente, perde altitude até alcançar uma série de lagos de água salgada. A metade sul do território tunisiano faz parte do deserto do Saara. O norte do país possui um clima mediterrâneo que se torna gradativamente mais quente e seco à medida que se caminha em direção ao sul.

População

Mais de 10 milhões de pessoas vivem na Tunísia e 65% da população concentra-se nos centros urbanos. Túnis é a capital e a maior cidade do país, com cerca de um milhão de residentes.

Quase três quartos da população habitam as regiões costeiras. Os desertos ao sul, que são 70% do território, abrigam apenas 30% dos tunisianos.

Etnicamente, a maioria da população é árabe, mas há a presença de minorias berberes e europeias. A taxa de analfabetismo é mais alta entre as pessoas mais idosas, quase todos os jovens com menos de 24 anos são alfabetizados.

Praticamente todos os tunisianos são muçulmanos, a maioria de tradição sunita. Ainda assim, há minorias de judeus e de cristãos. Famosa por ser um importante centro islâmico, a cidade sagrada de Cairuão, no norte do país, costuma ser palco de peregrinações religiosas.

História

Os fenícios colonizaram a Tunísia por volta do ano 1000 a.C., estabelecendo na cidade de Cartago um importante centro comercial para o Mediterrâneo.

Séculos mais tarde, por volta de 200 a.C., os romanos conquistaram a região e a anexaram ao seu império, permitindo que o cristianismo chegasse à Tunísia assim que surgiu. No entanto, exércitos islâmicos dominaram a região e grande parte do Norte da África no século VII, erradicando completamente toda a influência cristã. O domínio muçulmano perdurou por vários séculos, até que os conflitos com nações europeias tiveram início.

Em 1880, tropas francesas invadiram a Tunísia e, três anos depois, o país tornava-se um protetorado da França.

A influência francesa permeou a nação e deixou uma profunda marca, mas o sentimento nacionalista acabou prevalecendo e levando a Tunísia à sua independência em 1956. Nos primeiros anos, a Tunísia declarou-se república e entrou em conflito com a França inúmeras vezes. Com o passar do tempo, a estabilidade foi finalmente alcançada e o país pôde dar continuidade a sua aproximação com o mundo árabe.

O sistema democrático do país é frágil. Partidos muçulmanos foram banidos, mas o presidente deve ser islâmico. O presidente Zine el Abidine está cumprindo o seu quarto mandato de cinco anos.

Economia

Durante anos, piratas que habitavam na Tunísia devastaram o tráfego marítimo europeu. Mas, no século XIX, eles foram aniquilados pela marinha dos Estados Unidos. Com a perda do comércio pirata, a região mergulhou em uma grande recessão econômica, o que acabou gerando inúmeros conflitos.

Como na maioria dos países localizados no norte da África, a economia da Tunísia é dominada pelo petróleo, e também pela indústria. O subemprego e o desemprego, cuja taxa é estimada em 14%, são graves problemas sociais.


A Igreja

O cristianismo chegou ao território da Tunísia no final do século I e foi profundamente marcado pelo cisma donatista - um notável movimento herético desencadeado pelo bispo Donato de Cartago, no século IV.

Embora o islamismo tenha varrido a Tunísia no século VII, o cristianismo ainda conseguiu sobreviver na região por mais 300 anos. No século XIII, uma nova Igreja foi implantada no país por missionários franciscanos e dominicanos.

Atualmente, há aproximadamente 25 mil cristãos no país, a maioria dos quais é de católicos franceses ou refugiados libaneses. Amedrontados e isolados, os cristãos de cidadania tunisiana somam apenas alguns milhares e, por serem carentes de treinamento teológico, são presas fáceis da perseguição.


A perseguição

A Constituição tunisiana declara o islamismo a religião oficial do país e determina que o chefe de Estado seja muçulmano. Por outro lado, ela também assegura a liberdade de consciência e protege o livre exercício de culto, desde que não perturbe a ordem pública.

Essa postura tem sido administrada diante do crescente fundamentalismo islâmico no país e o governo proíbe a evangelização, embora haja tolerância ao culto cristão. O islamismo, enraizado na sociedade, cria significativas barreiras culturais à conversão.

Um cristão tunisiano relatou os seguintes fatos: "O ano de 1997 foi particularmente ruim para a nossa igreja. O governo iniciou uma grande investigação entre os convertidos, que resultou em muitas detenções e interrogatórios. A igreja ainda não se recuperou totalmente desse episódio. Estamos com muito medo e, se não superarmos esse temor, é pouco provável que cresçamos. Precisamos ser ousados. Temos apenas algumas igrejas e há pouca confiança entre os cristãos".

Em 2000, duas ONGs cristãs não tentaram se registrar por acreditarem que seus pedidos seriam rejeitados. Entretanto, elas conseguem funcionar livremente sob o patrocínio de suas respectivas igrejas.

Em abril de 2001, houve informações de que materiais distribuídos por missionários cristãos em Sfax foram confiscados dos alunos secundários locais.


Motivos de oração

1. A Igreja desfruta de uma liberdade limitada. Ore para que os cristãos tunisianos utilizem a abertura que possuem para evangelizar toda a nação.

2. Observadores estão preocupados com o crescimento do fundamentalismo islâmico. Ore para que esse movimento seja reduzido drasticamente. Ore também para que haja um bom relacionamento entre cristãos e muçulmanos, o que manteria a perseguição sob controle.


Fonte: www.portasabertas.org.br