"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

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Agape Institute of Evangelism and Missions is an interdenominational Christian ministry that involves Christians of different Christian communities, in particular, to support those who are dedicated to evangelizing the unreached peoples. Visit also our Website, Orkut, Myspace, Community, Facebook, Twitter or contact us.

KAZAKHSTAN: Religious freedom survey

23 September 2009

In its survey analysis of freedom of religion or belief in Kazakhstan, Forum 18 News Service finds continuing violations of human rights commitments. The country will be 2010 Chairperson-in-Office of the OSCE, and faces the UN Universal Periodic Review process in February 2010. Serious violations Forum 18 has documented include: attacks on religious freedom by officials ranging from President Nursultan Nazarbaev down to local officials; literature censorship; state-sponsored encouragement of religious intolerance; legal restrictions on freedom of religion or belief; raids, interrogations, threats and fines affecting both registered and unregistered religious communities and individuals; unfair trials; the jailing of a few particularly disfavoured religious believers; restrictions on the social and charitable work of religious communities; close police and KNB secret police surveillance of religious communities; and attempts to deprive religious communities of their property. These violations interlock with violations of other fundamental human rights, such as freedom of expression and of association.

Fonte: www.forum18.org

Conheça a Tunísia!

A Tunísia situa-se no norte da África, banhada pelo Mediterrâneo. Suas montanhas na região norte - algumas com mais de 1.500 metros de altitude - são entremeadas por vales e planícies férteis.

Caminhando em direção ao sul do país, as montanhas dão lugar a um planalto que, gradualmente, perde altitude até alcançar uma série de lagos de água salgada. A metade sul do território tunisiano faz parte do deserto do Saara. O norte do país possui um clima mediterrâneo que se torna gradativamente mais quente e seco à medida que se caminha em direção ao sul.

População

Mais de 10 milhões de pessoas vivem na Tunísia e 65% da população concentra-se nos centros urbanos. Túnis é a capital e a maior cidade do país, com cerca de um milhão de residentes.

Quase três quartos da população habitam as regiões costeiras. Os desertos ao sul, que são 70% do território, abrigam apenas 30% dos tunisianos.

Etnicamente, a maioria da população é árabe, mas há a presença de minorias berberes e europeias. A taxa de analfabetismo é mais alta entre as pessoas mais idosas, quase todos os jovens com menos de 24 anos são alfabetizados.

Praticamente todos os tunisianos são muçulmanos, a maioria de tradição sunita. Ainda assim, há minorias de judeus e de cristãos. Famosa por ser um importante centro islâmico, a cidade sagrada de Cairuão, no norte do país, costuma ser palco de peregrinações religiosas.

História

Os fenícios colonizaram a Tunísia por volta do ano 1000 a.C., estabelecendo na cidade de Cartago um importante centro comercial para o Mediterrâneo.

Séculos mais tarde, por volta de 200 a.C., os romanos conquistaram a região e a anexaram ao seu império, permitindo que o cristianismo chegasse à Tunísia assim que surgiu. No entanto, exércitos islâmicos dominaram a região e grande parte do Norte da África no século VII, erradicando completamente toda a influência cristã. O domínio muçulmano perdurou por vários séculos, até que os conflitos com nações europeias tiveram início.

Em 1880, tropas francesas invadiram a Tunísia e, três anos depois, o país tornava-se um protetorado da França.

A influência francesa permeou a nação e deixou uma profunda marca, mas o sentimento nacionalista acabou prevalecendo e levando a Tunísia à sua independência em 1956. Nos primeiros anos, a Tunísia declarou-se república e entrou em conflito com a França inúmeras vezes. Com o passar do tempo, a estabilidade foi finalmente alcançada e o país pôde dar continuidade a sua aproximação com o mundo árabe.

O sistema democrático do país é frágil. Partidos muçulmanos foram banidos, mas o presidente deve ser islâmico. O presidente Zine el Abidine está cumprindo o seu quarto mandato de cinco anos.

Economia

Durante anos, piratas que habitavam na Tunísia devastaram o tráfego marítimo europeu. Mas, no século XIX, eles foram aniquilados pela marinha dos Estados Unidos. Com a perda do comércio pirata, a região mergulhou em uma grande recessão econômica, o que acabou gerando inúmeros conflitos.

Como na maioria dos países localizados no norte da África, a economia da Tunísia é dominada pelo petróleo, e também pela indústria. O subemprego e o desemprego, cuja taxa é estimada em 14%, são graves problemas sociais.


A Igreja

O cristianismo chegou ao território da Tunísia no final do século I e foi profundamente marcado pelo cisma donatista - um notável movimento herético desencadeado pelo bispo Donato de Cartago, no século IV.

Embora o islamismo tenha varrido a Tunísia no século VII, o cristianismo ainda conseguiu sobreviver na região por mais 300 anos. No século XIII, uma nova Igreja foi implantada no país por missionários franciscanos e dominicanos.

Atualmente, há aproximadamente 25 mil cristãos no país, a maioria dos quais é de católicos franceses ou refugiados libaneses. Amedrontados e isolados, os cristãos de cidadania tunisiana somam apenas alguns milhares e, por serem carentes de treinamento teológico, são presas fáceis da perseguição.


A perseguição

A Constituição tunisiana declara o islamismo a religião oficial do país e determina que o chefe de Estado seja muçulmano. Por outro lado, ela também assegura a liberdade de consciência e protege o livre exercício de culto, desde que não perturbe a ordem pública.

Essa postura tem sido administrada diante do crescente fundamentalismo islâmico no país e o governo proíbe a evangelização, embora haja tolerância ao culto cristão. O islamismo, enraizado na sociedade, cria significativas barreiras culturais à conversão.

Um cristão tunisiano relatou os seguintes fatos: "O ano de 1997 foi particularmente ruim para a nossa igreja. O governo iniciou uma grande investigação entre os convertidos, que resultou em muitas detenções e interrogatórios. A igreja ainda não se recuperou totalmente desse episódio. Estamos com muito medo e, se não superarmos esse temor, é pouco provável que cresçamos. Precisamos ser ousados. Temos apenas algumas igrejas e há pouca confiança entre os cristãos".

Em 2000, duas ONGs cristãs não tentaram se registrar por acreditarem que seus pedidos seriam rejeitados. Entretanto, elas conseguem funcionar livremente sob o patrocínio de suas respectivas igrejas.

Em abril de 2001, houve informações de que materiais distribuídos por missionários cristãos em Sfax foram confiscados dos alunos secundários locais.


Motivos de oração

1. A Igreja desfruta de uma liberdade limitada. Ore para que os cristãos tunisianos utilizem a abertura que possuem para evangelizar toda a nação.

2. Observadores estão preocupados com o crescimento do fundamentalismo islâmico. Ore para que esse movimento seja reduzido drasticamente. Ore também para que haja um bom relacionamento entre cristãos e muçulmanos, o que manteria a perseguição sob controle.


Fonte: www.portasabertas.org.br

Abençoados para abençoar!

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Recentemente, parte da equipe do Instituto Ágape, minha esposa e eu participamos do Curso Kairós, um ministério de Living Springs International (LSI). Tivemos a oportunidade de conhecer os amados irmãos Jan e Duncan, que vieram da Inglaterra para ministrar uma série de cursos no Brasil. O que vimos e ouvimos foi além de nossas expectativas.

Um dos textos trabalhados foi Gênesis 12:1-3, que mostra como foi a vocação de Abrão (e depois Abraão). Entre outras coisas, Deus disse a ele: “saia da sua terra...” (Gn. 12:1), “o abençoarei...” (Gn. 12:2) e “por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Gn. 12:3).

Essa passagem, bastante conhecida, nos mostra alguns princípios relacionados à vocação de Deus para o homem, e em especial, para a Igreja, os quais precisamos “trazer à memória”.

Em primeiro lugar, Deus nos chama para “sair”. Isso não apenas se aplica a Abrão. Jesus disse algo semelhante à Igreja: “ide por todo o mundo” (Mt. 28:19). O propósito de Deus para seu povo é essencialmente missionário. A Igreja não cumpre o seu papel se não houver empenho missionário, o que pode ser feito de diferentes formas, como contribuição, oração e envio. O que não pode ser feito é negar a vocação missionária.

Além disso, a esse mandamento está vinculada uma promessa. “Eu te abençoarei”, disse Deus. Jesus também prometeu algo semelhante à Igreja: “estarei sempre com vocês” (Mt. 28:20). Certamente, Deus quer nos abençoar. Isso faz especialmente quando permanece conosco. Cristo em nós, esperança da glória!

Muitas vezes, entretanto, esquecemos de que “somos abençoados para abençoar”, que “recebemos para dar”. Deus promete que Abrão seria abençoado, mas também que ele seria uma bênção. Como Igreja e individualmente, quando fazemos discípulos de todas as nações (Mt. 28:19) levamos aos povos a maior bênção de todas. A salvação em Cristo é o maior bem que podemos transmitir.

Falar em missões não é falar de algo novo, não é trazer uma nova visão. Desde Abrão a encontramos. Essa vocação está presente tanto no Antigo Testamento quanto no Novo. Em Cristo encontramos a obra missionária realizada pelo próprio Deus Encarnado. A Igreja, toda ela, é comissionada para ir.

Nas palavras do Dr. Timothy Carriker: “o papel da igreja é, antes de tudo, ser orientada não para si mesma, mas para o mundo, para anunciar o reino de Deus” (Missão Integral, 1992, p. 268).

Por: Rodrigo Alves

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Curso Kairós

13 a 20 de setembro de 2009

Foi ministrado em Uberlândia - MG o Curso Kairós, um ministério de Living Springs International (http://www.kairoscourse.org/) . Vieram de Londres - Inglaterra os amados irmãos Jan e Duncan, que coordenaram o curso. Também Seth (Gana - África), Luciana (Brasil), Meiriele (Brasil), Rafaela (Brasil) e Juliet (Inglaterra) estiveram presentes como facilitadores.

Esse curso é direcionado para aqueles que têm amor pelo Reino de Deus e querem andar conforme seus propósitos. Muitas vezes nos distraímos, olhando para os lados (ou para trás...), mas o Curso Kairós é um instrumento de Deus que nos ajuda a voltar nossos olhos para o alvo, para o centro da vontade de Deus.

Em breve Kairós será ministrado novamente em Uberlândia-MG e em outras partes do Brasil. Não perca!

Consulta 2010

CIM - Cuidado Integral do Missionário

Estamos em fase de organização para a Consulta do CIM, um departamento da AMTB. Acesse regularmente esse blog para acompanhar nossa programação.

A graça não é de graça

A graça é tudo. Só não é de graça.

Os teólogos dizem que ela é “preveniente” (antecede a decisão e o esforço humanos), “eficaz” (o que Deus propõe e cumpre não falha), “irresistível” (o chamado é tal que o favorecido não consegue fazer-se de surdo) e “suficiente” (ela pode salvar perfeitamente os que se aproximam de Deus por meio de Cristo). Porém todos são obrigados a acreditar e a proclamar que a graça não é de graça.

A remoção do pecado e da culpa não é feita de qualquer modo. A tese multissecular é que “não havendo derramamento de sangue não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nem na antiga aliança nem na nova. A graça, definida pelo teólogo Gerson Luís Linden como o “favor imerecido de Deus manifestado àqueles que mereciam apenas condenação”, custa um preço muito alto, como salienta o apóstolo Pedro:

“Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e defeito” (1Pe 1.19).

A partir da leitura de Levítico, o terceiro livro da Bíblia, onde “os conceitos de pecado, sacrifício e expiação são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo” (Bíblia de Estudos Genebra, p. 129), é fácil -- e até emocionante -- descobrir que a graça não é de graça.

De acordo com as cerimônias e os rituais estabelecidos por Deus e entregues ao povo de Israel, todos que quebrassem, propositalmente ou não, uma das leis do Senhor e fizessem o que é proibido teriam de oferecer um sacrifício pelo pecado. Não importava se o transgressor fosse um cidadão comum, alguém revestido de autoridade ou o próprio sumo sacerdote; não importava se fosse um indivíduo ou o povo todo (Lv 4.1-35) -- ninguém seria dispensado do sacrifício. Os ricos teriam de oferecer um bovino de grande porte; os de classe média, um caprino de pequeno porte; os pobres, duas aves: rolas ou pombos; e os que estivessem abaixo da linha de pobreza, apenas um quilo da melhor farinha (Lv 5.7-13).

Os sacrifícios servem para tirar o pecado e a culpa por ele deixada. As expressões “tirar pecados” e “tirar a culpa do pecado cometido” aparecem dezenas de vezes em Levítico e em Números. Esta última tem alguns sinônimos significativos: “Conseguir o perdão”, “ficar livre da culpa” ou “pagar a dívida” (Lv 4–6).

Se quebrar uma das leis do Senhor, a pessoa “ficará impura e também culpada” e “merecerá castigo” (5.1-2). Porém, se essa mesma pessoa confessar seu pecado e oferecer ao Senhor um animal “como sacrifício para tirar a culpa do pecado que cometeu”, ela “será perdoada” (4.31, 35; 5.10). As duas possibilidades são opostas entre si: em uma situação a pessoa fica impura e culpada; na outra, purificada e desculpada.

O processo do perdão começa com a consciência do pecado: “Se uma pessoa do povo, sem querer, quebrar uma das leis de Deus e for culpada de fazer aquilo que o Senhor proibiu, “logo que for avisada de que cometeu o pecado”, trará como sua oferta a Deus uma cabra sem defeito, para tirar o pecado que cometeu” (Lv 4.27-28, NTLH). Esse aviso de cometimento de pecado pode vir por meio da reação da consciência não cauterizada, de uma estranha tristeza interior, de alguma dor ou sofrimento, de orações não respondidas, da leitura ou exposição das Escrituras, da indicação de algum servo de Deus, da palavra acusatória do Espírito Santo ou por meio de alguma providência da misericórdia divina. J. I. Packer, no devocionário “O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano” (Editora Ultimato), diz que Deus “continua odiando os pecados de seu povo e usa todo tipo de dor e aflição, interiores e exteriores, para desarraigar seus corações da transigência e da desobediência” (p. 81).

Moisés deixa claro que as tais “leis de Deus” exigem mais do que se supõe. A pessoa pode pecar e ofender a Deus “nos seguintes casos: se ficar com aquilo que alguém lhe entregou para guardar; se não devolver o que alguém deixou como garantia de pagamento de alguma dívida; se roubar alguma coisa de alguém; se usar de violência contra qualquer pessoa; se jurar que não achou um objeto perdido quando, de fato achou; ou se fizer contra alguém qualquer outra coisa parecida com estas” (Lv 6.2-3, NTLH). Para ficar livre da culpa de uma ou de todas essas faltas, o pecador, além de confessar e oferecer sacrifícios, deverá fazer os reparos necessários. No caso de alguma apropriação indébita, o culpado entregará à vítima “o valor total do que roubou, mais um quinto” (Lv 6.4-7).

Se todo o cerimonial for feito de acordo com as instruções, a oferta queimada produzirá “um cheiro agradável a Deus” (Lv 1.9, NTLH). Essa expressão aparece cerca de quinze vezes em Levítico e assinala o bom resultado do sacrifício e a desejada justificação do pecador.

Outra orientação significativa é dada por Moisés a Arão e seus descendentes: “O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs, o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará por cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz” (Lv 6.12, NTLH). A justiça de Deus precisa ser aplacada continuamente com o cheiro da oferta queimada e o pecador precisa estar continuamente seguro da sua justificação. A expiação é uma graça continuada.

O ser humano, em qualquer época, cultura ou lugar, está preso entre sua pecaminosidade e a santidade de Deus. Ele é absolutamente pecador e Deus é absolutamente santo. Por essa razão, ele depende exclusivamente da graça de Deus para ter comunhão com ele, se livrar do pecado, conseguir perdão, ter suas dívidas pagas, para não arder no Geena, onde o fogo também não se apaga (Mc 9.13-44). Essa graça existe, mas não é de graça. Ela custou a vida, não de um cordeiro qualquer, mas do Cordeiro de Deus, que “tira o pecado do mundo” (Jo 1.29)!


Fonte: www.ultimato.com.br

Conheça o Uzbequistão


O Uzbequistão está localizado na Ásia central, entre o Cazaquistão e o Turcomenistão. O território uzbeque é caracterizado pela presença de desertos arenosos e pontilhados por dunas que circundam vales intensamente irrigados ao longo dos rios Amu Dária, Sir Dária e Zarafshon. A pecuária ocupa quase metade do território do país, que apresenta um clima árido e não possui saída para o mar.

População

A população do Uzbequistão tem minguado nos últimos anos por conta da emigração de uzbeques para países vizinhos, em busca de trabalho. No entanto, ele ainda é o país mais populoso da Ásia Central.

Entre as principais cidades estão Tashkent, Samarqand e Bukhara, todas com séculos de história. As comunidades rurais, onde vive mais da metade da população uzbeque, são densamente povoadas.

A sociedade uzbeque lembra o Ocidente em muitos aspectos. O país adotou o calendário gregoriano e não existem mais casamentos arranjados. O uso da telefonia, televisão e de outros meios de comunicação está crescendo amplamente.

A esmagadora maioria da população é muçulmana. No entanto, muitos uzbeques praticam crenças supersticiosas debaixo da superfície islâmica, utilizando amuletos e seguindo tradições animistas.

Há um descontentamento cada vez maior no país, o que alimenta o extremismo religioso. O governo, por sua vez, tem adotado uma política de mão-de-ferro, não tolerando grupos religiosos que não tenham sido registrados.

Governo

Até o colapso do comunismo na década de 1990, o Uzbequistão era parte da União Soviética. Sua independência foi declarada em 1991 e uma nova Constituição foi promulgada no final de 1992.

O texto constitucional, no entanto, tem passado por diversas alterações. O atual sistema de governo é uma república presidencialista baseada em uma legislação derivada do sistema legal soviético, e o país ainda carece de um sistema judiciário independente.

Economia

O Uzbequistão era uma das repúblicas mais pobres da antiga União Soviética. Atualmente, ele é o segundo maior exportador de algodão do mundo e fornecedor de gás natural e ouro.

Além disso, as indústrias químicas e metalúrgicas do país formam um importante polo industrial na região. Mas sua situação econômica está se deteriorando rapidamente, uma vez que não foram realizadas as reformas necessárias. Junto a isso, o nível de corrupção e burocracia impede o crescimento econômico e sufoca iniciativas privadas.

O controle estrito sobre a agronomia é comum e, apesar de declarações sobre reforma agrária e privatização no setor, os fazendeiros não têm autonomia real. Para que haja uma reforma, é necessário que a corrupção seja combatida a partir das esferas mais altas da sociedade.

O Uzbequistão está na rota do narcotráfico, que vai do Afeganistão para o mercado russo e do Leste Europeu. O país luta contra a dependência química que atinge um número cada vez maior de habitantes.


A Igreja

O cristianismo foi difundido na Ásia Central pela Igreja Apostólica do Oriente, mas foi drasticamente afetado pelas campanhas militares de Tamerlão (o último conquistador da Ásia Central) nos séculos XIV e XV. Nos séculos seguintes, o islamismo passou a dominar as áreas conquistadas. Com tudo isso, o cristianismo é praticado hoje por menos de 10% da população uzbeque.

Antes de 1991 , quando o Uzbequistão se tornou um Estado independente, havia poucos cristãos. A Igreja Russa tinha de funcionar em segredo e a maioria de seus membros não tinha visão de evangelizar e compartilhar o evangelho com os uzbeques. Entretanto, no começo daquela década, os uzbeques começaram a buscar o Senhor. Gradualmente, uma Igreja começou a se formar, com um estilo de culto e evangelismo baseado em sua própria cultura.

Geralmente a Igreja cresce na família. Os parentes percebem a mudança que o evangelho causou em um parente e acabam abraçando a fé cristã.

Metade desses cristãos mantém sua identidade religiosa em sigilo. Os demais são ortodoxos russos que se mudaram para o país durante o domínio soviético. Muitos ortodoxos estão regressando para a Rússia, o que tem feito a Igreja no Uzbequistão diminuir.

O crescimento da Igreja nativa (formada por convertidos uzbeques) é rápido. O número de pequenos grupos cresce a largos passos.


A perseguição

O controle que o governo exerce sobre a Igreja é forte. Todas as comunidades religiosas têm de se registrar. Porém, para a Igreja protestante, esse é um processo longo, cansativo e quase impossível. Geralmente o registro é negado; às vezes, ele é concedido só para ser retirado novamente. Não há igrejas nativas uzbeques com registro (só as estrangeiras o possuem).

O governo não permite nenhum tipo de culto ou religião independente. Além disso, todas as formas de evangelização são proibidas. Líderes cristãos são constantemente vigiados e sofrem frequentes hostilidades no país.

A importação e impressão de livros no país são estritamente monitoradas e censuradas. As autoridades nacionais e locais confiscam livros cristãos no idioma uzbeque com frequência. Há altíssimas multas para aqueles envolvidos em distribuição de livros cristãos.

A televisão nacional transmite programas negativos sobre as igrejas. Como resultado, muitas pessoas sofreram pressões físicas e psicológicas na comunidade em que vivem.

Em 2006, o pastor pentecostal Dmitry Shestakov, foi condenado a quatro anos de prisão por promover atividades religiosas. Pediu apelo da sentença, mas este lhe foi negado. Foi dito que primeiramente a promotoria tentou acusar o pastor sob o artigo 216-2 do Código Criminal, que pune "violação da lei de organizações religiosas" com prisões de até três anos. Entretanto, a polícia secreta do Serviço de Segurança nacional ordenou que Dmitry fosse acusado de traição, uma ofensa mais séria.

"A polícia secreta estava particularmente irritada porque Dmitry estava pregando entre o povo uzbeque", disse um cristão. "Parece que eles estão se preparando para fazer do julgamento de Dmitry um aviso para os outros."

O caso do pastor Dmitry Shestakov é único no que diz respeito à perseguição de minorias religiosas na história recente do Uzbequistão. Quando as autoridades querem punir fiéis religiosos por sua atividade, elas geralmente abrem processos sob "violação da lei de organizações religiosas", ou "violação de procedimento no ensino religioso". A pena máxima para quem infringe esses artigos é de 15 dias de prisão, embora normalmente os religiosos sejam multados, em vez de irem para a cadeia.

No dia 7 de maio de 2007, Dmitry foi transferido da prisão de Andijan para um campo de trabalhos forçados em Pskent. Lá ele passou duas semanas em uma solitária por ter supostamente "violado regras internas". No dia 25 de maio, ele foi transferido novamente, desta vez para uma prisão em Navoi. Esta cidade fica bem longe de Andijan. As autoridades alegaram que a mudança aconteceu por causa de suposto mau comportamento. Os dias para a família de Dmitry não têm sido fáceis. Eles não sabem em qual prisão ele está. Enquanto isso, diversos membros da igreja do pastor estão sendo investigados e punidos.

"Quando Dmitry foi preso eu estava com medo", disse Marina, sua esposa. "Tive medo, não por mim e pelas minhas filhas, mas por meu marido. As crianças ainda não sabem expressar o sofrimento em lágrimas, sofrem por dentro. Eu disse que o pai não era culpado. Expliquei que sempre trabalhamos pela salvação do povo uzbeque e que esse era o preço a pagar", disse ela.


Motivos de oração

1. O governo controla a Igreja por meio da polícia secreta, solicitando o registro das congregações. Ore para que esse controle se suavize e para que a Igreja tenha mais liberdade e segurança para se reunir.

2. Os líderes uzbeques que são evangelistas ativos geralmente recebem "convites" da polícia para serem interrogados. Ore pela segurança desses líderes, e também para que eles perseverem na fé em Cristo.

3. A importação e a impressão de livros cristãos são atividades proibidas no país, mas a Igreja tem muita necessidade desse recurso. Ore para que haja abertura para a produção de material no país, e por maneiras criativas de suprir a Igreja enquanto houver opressão.

4. Interceda pelas esposas dos líderes cristãos. Seus maridos estão sob pressão do governo e tiveram de se esconder. Suas famílias têm ficado abaladas com isso, e muitas esposas têm de lutar contra a depressão.

Fonte: www.portasabertas.org.br/

A DIFICULDADE DA REENTRADA

Por Márcia Tostes, Missão Antioquia

Em primeiro lugar, precisamos entender o que estamos querendo dizer por Reentrada. Gostaria aqui de citar um livro, escrito por Peter Jordan, que tem o título RE-ENTRY. Infelizmente este livro tão útil ainda não está traduzido para o Português, mas ele nos traz algumas lições bem básicas sobre o assunto. O autor coloca que o retorno do missionário ao seu país de origem pode ser comparado ao retorno de astronautas à terra.

Ir para o espaço e estar a 135 milhas da terra, a uma velocidade de 18.000 milhas por hora parece muito perigoso, mas se comparado ao risco do lançamento ao espaço e do retorno à terra, estar no espaço é quase que livre de risco. Para passar da órbita espacial, para terra firme, o astronauta vai ter que conduzir sua espaçonave através de uma zona turbulenta e inflamável , qualquer manobra errada pode resultar em incineração instantânea. Esta manobra é chamada de Re-entry. Para este autor, a palavra Re-Entry (retorno em Português), é corretamente aplicada para a experiência de missionários que precisam passar por um ajustamento da mudança da vida no campo, para vida ‘em casa’, ou seja no país de origem.

Como astronautas conduzindo sua espaçonave à atmosfera da terra, missionários em retorno terão que negociar muitas situações de risco. Eles também terão que passar por territórios difíceis; perigosos em termos de danos emocionais, espirituais e relacionais que podem acontecer caso o processo não seja conduzido corretamente.

Mas o que poderia dar errado? O missionário não está voltando para sua casa, para sua família, para sua igreja, para o seu país? Para àqueles que o amam e o sustentam? O que poderia ser o problema? A questão se comparada aos astronautas retornando à terra, nos faz pensar que uma grande mudança ocorrerá. Alguém que estava orbitando a milhares de milhas de sua terra natal, retornará após ter vencido vários desafios. Ao retornar, esta pessoa terá que fazer os ajustes necessários para cultura e estilo de vida que deixou. Se pensarmos nos astronautas, eles terão enfrentado a falta de gravidade, a zona de silêncio , o stress do perigo do retorno. Os missionários, por sua vez, terão enfrentado seus próprios desafios – o aprendizado de uma nova língua, a adaptação cultural, a carga por um novo ministério, o relacionamento com nacionais e colegas missionários, doenças, violência, perseguições, falta de sustento muitas vezes, falta de comunicação e por aí vai. Estes desafios trabalharam em sua vida e ele agora tem uma bagagem interior valiosa.

Algumas perguntas virão à mente, importantes de serem feitas e importantes de serem respondidas. Será que a experiência fora do país será compreendida por seus amigos, familiares, sua igreja? Será que o missionário conseguirá traduzir em palavras o que experimentou lá fora? Será que ele começará a fazer comparações na igreja local, na família, no próprio país de origem?
Essas perguntas são importantes tanto para missões de curto prazo, como de longo prazo e tanto para as reentradas provisórias como definitivas. Reentrada Provisória é aquela que acontece a cada período de tempo, normalmente a cada três anos, em meio a um termo de trabalho. É importante frisarmos que este tempo NÃO é de férias – férias são tiradas a cada ano no país de trabalho. Retorno definitivo é quando o missionário está retornando para ficar, seja por aposentadoria ou outra situação. Cada uma dessas reentradas precisa ser analisada por suas diferenças de intensidade, como de cuidado.

Neste texto vou me ater mais ao retorno provisório e aí entra uma outra questão: quem retorna provisoriamente, não reentra completamente. Se considerarmos que o retorno completo leva pelo menos um ano, esses missionários não têm tempo para completarem o ciclo . Muitas vezes eles não sabem se estão chegando ou saindo – porque na verdade estão fazendo ambos.
De fato, essas pessoas acabam gastando uma grande parte de suas vidas enfrentando a experiência da Reentrada – do país de origem para o campo, e vice versa, não tendo tempo para retornarem completamente a cultura do país de origem. As dificuldades são sentidas especialmente na área de relacionamentos. Pode-se ter a reação de não manter os laços ou de não fazer novas amizades, pois já está de saída mesmo.

Como podemos perceber o assunto é extenso. Mas se é algo tão importante assim, por que a dificuldade? Acredito que haja uma falta de entendimento sobre o assunto. Neal Pirolo, autor do livro Missão de Enviar , publicado pela Editora Descoberta, fez uma afirmação que pode trazer luz a esta questão – ele disse: O cuidado na reentrada é o menos entendido e como conseqüência o menos atendido.

Concordo com ele, que dos outros tipos de cuidados colocados em seu livro, como: Apoio Moral, Apoio Logístico, Apoio Financeiro, Apoio em oração, Apoio no Retorno, realmente é o menos compreendido, tanto pelos órgãos enviadores, como pelos missionários. Mas há uma luz no fim do túnel, algumas igrejas e agências missionárias já estão se aprofundando no assunto. Mas vamos a algumas dificuldades enfrentadas pelos missionários para ter um bom retorno:
Sentimentos de ambivalência – O stress da reentrada pode tomar forma através de sentimentos de desorientação , de se sentir fora de lugar, decepção, irritação com outros e com certos aspectos de sua própria cultura, assim como solidão, baixa auto-estima, isolamento, depressão e a sensação de se sentir mal interpretado.
Este é um tempo de ambigüidade. Parece lógico que o missionário está feliz por ter voltado ‘para casa’, mas na verdade há tantas outras emoções envolvidas, como a tristeza por ter deixado amigos, o trabalho lá no campo, etc. Este ainda è um tempo de curtir a perda de ter deixado o campo e ainda não fazer parte do seu próprio país. A frase: Estou amando tudo aqui, mas queria estar lá também, traduz bem o sentimento do momento.

Desde que os missionários gastam muito mais tempo no campo, eles acabam tendo raízes mais profundas por lá e muitas vezes se sentem mais em casa no país hospedeiro. Isto é muito difícil para as pessoas na pátria entenderem. Muitas vezes amigos e familiares se sentem rejeitados, por simplesmente não entenderem porque você vai deixá-los novamente.
Normalmente este é um tempo muito solitário. O missionário é o que saiu e o que retornou, portanto provavelmente ele mesmo terá que tomar a iniciativa para re-conectar. Seria ótimo se as pessoas o convidassem, e muitas vezes eles fazem isto mesmo, pois a cultura brasileira é acolhedora. Mas se isto não acontecer, é importante tomar iniciativa.
Falta de Objetivo Claro – Ironicamente o tempo de retorno ao país pode ser chamado de ‘férias’. Isto é o que não é! Retorno provisório não é sinônimo de férias. Mesmo porque, quem teria 06 meses de férias, mesmo após 03 anos de trabalho? Muitos missionários já tiveram a experiência de se sentirem muito mais cansados e sobrecarregados no tempo na pátria, do que no trabalho lá no campo.
Por isto , é muito importante que o missionário em primeiro lugar seja realista e leve em conta que sua igreja, familiares , agência missionária podem também ter alvos para sua visita à pátria. Um dos alvos menos alcançados é o de descansar. Visitas ao país de origem em meio de termo de trabalho são usadas para renovar laços com igreja, agencia, família, amigos e aí por diante.

Coloque seus alvos no papel seu objetivo para viagem e o mantenha muito claro, para si mesmo e para os outros envolvidos – comunicação é a chave! Os compromissos são muitos e portanto se o missionário, deseja também tirar um tempo de descanso, tem que planejar e ser bem fiel a este alvo. Neste quesito, talvez o missionário precisa estabelecer que as primeiras semanas, ou primeiros meses, conforme o prazo de estadia, vão ser estabelecidos para este propósito.

Idealizam demais – Lembro-me muito bem de uma aula que tive sobre este assunto, onde a professora colocou que quando estamos longe temos a tendência de idealizar a nossa família, igreja, instituição e até o próprio país. Quando se está longe de tudo isto, há uma tendência de lembrar somente das coisas boas. Esquece-se dos conflitos, das dificuldades, do cotidiano.
Uma vez ouvi de um missionário em seu retorno, sobre sua triste experiência na casa de seus pais. Lá longe ele idealizou como seria bom retornar e passar uns dias com seus pais. Esqueceu porém de um detalhe importante, seu pai bebia. E assim ele fez, bebeu bem no dia de sua chegada, trazendo muita tristeza e decepção para o filho.

Assim como esta experiência, existem outras situações, doenças dos pais, conflitos entre irmãos, falta de dinheiro dos familiares, etc. etc.
A vida continua – Por incrível que pareça, as experiências vividas pelos missionários, acabam diluídas no cotidiano de nossas famílias, igrejas e instituições. Precisa ser lembrado que a vida continuou para os que ficaram na pátria.
Quando voltamos para o Brasil, depois de um tempo fora, o nosso filho então com 06 anos viveu esta experiência. Ao voltar da escola eu perguntei a ele: Foi bom? Você falou com seus amiguinhos sobre a sua vida na Inglaterra? – então ele respondeu: Não, eles não queriam ouvir. Fiquei com uma pena tremenda dele, mas percebi a grande verdade no que ele estava dizendo. É assim mesmo, o missionário chega com uma bagagem tão grande, tão forte, tão sua. Seus amigos, familiares e muitas vezes líderes, vão lhe perguntar: Como foi? Assim que ele começar a responder, provavelmente vão mudar de assunto. E aí se vai a oportunidade de compartilhar. Poucos são aqueles realmente interessados e com disponibilidade para ouvir. Muitas vezes estavam aguardando com ansiedade a chegada exatamente do ‘missionário’, para poder descarregar suas próprias frustrações, tristezas e lutas – e com razão.

As pessoas que vivem no país de origem dos missionários estão lotadas com suas demandas, todo mundo tem que dar um duro enorme para dar conta. Não tem como acolher os sentimentos de um recém- chegado, sentimentos estes que eles nem sabem que existem. Afinal, o missionário não voltou para sua própria casa?

- Tudo muda – Esta é uma verdade difícil de acompanhar. Mesmo que a viagem seja de curto prazo, há sempre algo que aconteceu na nossa ausência que pode ter causado mudança. Imagina uma viagem longa. A moda muda, o dinheiro muda, o transito muda, os números de telefone mudam, a igreja muda, a família muda e os missionários também mudam.
Viver fora do país, causa mudanças incríveis em uma pessoa. O horizonte abre sobremaneira e assim às vezes é difícil de compreender por que as pessoas agem da forma como fazem.

Mas quero apontar algo que muda drasticamente, que fica difícil muitas vezes para os missionários perceberem , e isto é o fato de pensar coletivamente. No campo o missionário precisa agir independentemente, apesar de todos os vínculos com igrejas, denominações e agências missionárias, ele tem o seu alvo e para tal, precisa investir sua força, tempo e determinação. No campo o missionário age com autonomia.

Quando volta para seu país de origem, ele vai precisar entender que haverão expectativas coletivas. A igreja espera algo dele, assim como a denominação, a agência missionária , a sua família e por aí vai.
- O coração do homem pode fazer planos , mas a resposta certa vem do Senhor – Um dos cuidados para uma boa reentrada, é planejá-la com cuidado e antecedência. Contudo, tenho visto muitos missionários que chegam com suas agendas de ‘6 meses’ toda traçada, como se tudo dependesse deste planejamento , para que desse certo. Muitas vezes não dá! Não acontece como no script – e aí vem a frustração.
Como diz o verso, podemos e devemos sim planejar, mas o efetuar depende de muitos fatores, principalmente do Senhor. Como prática, procuramos receber os missionários em sua primeira semana de retorno do campo para uma conversa oficial, onde os sentimentos são acolhidos e também onde são compartilhados os objetivos da vinda ao Brasil. Normalmente cada um tem sua lista de alvos. É sempre bom que estes alvos fiquem bem claros e que a pessoa saiba de quem depende para que os mesmos sejam alcançados.

Algumas perguntas básicas: Quais são os alvos para visita? O que depende de você para alcançá-los? O que depende dos outros? De quem? Eles sabem disso? Poderão ajudar?

Uma vez recebi um casal de missionários que tinham o desejo de comemorar 10 anos de ministério, no seu tempo aqui na pátria. Contudo, já na hora de retornaram ao campo , quando os vi novamente, os dois estavam frustrados, pois não tinham alcançado este objetivo. Me pergunto, será que eles puseram a expectativa no lugar certo? Será que as pessoas que eles esperavam que os ajudassem, souberam disso? O que dependia deles mesmos e que eles não fizeram?

- Falta de ‘Debrief’ apropriado – Debrief , palavra na língua inglesa, deriva de Brief, que significa sumário, síntese, depoimento, resumos dos fatos, fazer resumo, dar conhecimento. Lembrando da metáfora da viagem espacial, esses dois termos são usados para duas tarefas: primeira, antes de partirem, os astronautas revisam todos os procedimentos que acontecerão na viagem – é o ‘brief’. Ao retornarem, os astronautas vão passar pelo ‘debrief’, que seria um relato dos fatos acontecidos.
Na vida missionária, também temos os dois momentos. Antes da partida tenta-se passar para o missionário ao máximo o que ele vai viver no campo, muito disso é feito no treinamento. No seu retorno, faz-se necessário rever com ele o tempo vivido, para tirar o aprendizado necessário em cima das experiências vividas, tanto no lado positivo, como nas áreas que precisam ser melhoradas, seja na vida pessoa, ministerial e também para os enviadores. Em Português não temos um palavra tão abrangente para este procedimento, poderia ser avaliação, conversa, atendimento, etc. Mas precisa ser um tempo de conversa oficial, separado para este propósito, em local apropriado e reservado.

Acontece que poucos enviadores, seja nas igrejas ou agências, entendem a importância deste procedimento. E muitas vezes o missionário retorna e não recebe por parte dos enviadores a oportunidade para poderem dar o seu depoimento sobre o tempo no campo.

Resumindo, a experiência da re-entrada é difícil, mas não impossível de ser administrada. Vamos olhar para alguns pontos práticos para diminuir o stress da experiência de voltar para casa.
Alguns passos práticos:
- Para os órgãos enviadores
– Procurem entender mais do assunto. Se ainda não leram o livro Missão de Enviar, é um bom começo. Se entender inglês, na internet há muita ajuda – www.missionarycare.com .
- Preparem-se para receber os missionários. Isto requer organização, carinho e disposição. Como é bom chegar de uma viagem e ser bem recebido – um belo café da manhã, uma cama quentinha e gostosa, um presentinho e por aí vai.
- Organize com antecedência – Onde vão ficar, como vão se transportar de um lugar para outro, médico, dentista, etc.
- Separem um tempo de qualidade e formal para ouvir seu missionário. Esta conversa precisa ser no gabinete, de porta fechada e sem interrupções. Ele tem muito a compartilhar!
- Para os missionários
- Reconheçam que o choque reverso existe. Voltar à pátria, por mais ansiado que seja, vai trazer alguns sentimentos difíceis de lidar. Ninguém gosta de transição, mas é preciso entender que não dura para sempre. Paciência durante este tempo diminui o tempo de conflito emocional.

- Ao passar pelas frustrações, sentimento de perda, etc, tenha consciência que faz parte do processo e que vai passar.

- Tome cuidado para não ficar critico ou passar a impressão que não considera o valor das coisas e das pessoas.

- Não seja chato. Reconheça que os outros ao seu redor, podem não ter a consciência do que você está passando e também não têm, compulsoriamente, a obrigação de te entender.

- Procure estar com pessoas, mesmo que por pouco tempo, que entendam o momento pelo qual está passando. Normalmente são àquelas envolvidas com este tipo de trabalho. Isto pode trazer um break!

- Cuidado com a baixa auto-estima – Pessoas retornando ao seu país de origem pode ter um sentimento de baixa auto-estima, por variadas questões, desde a falta de compreensão de assuntos básicos como não entender as conversas atuais, até pelo fato de não ter àquela casa bonita do seu colega ou familiar e ai por diante.

- Tenha atitude de servo – Uma das melhores formas de se ajustar de volta a vida do seu país, igreja e família é servir. À medida que você fizer isto com coração alegre, as oportunidades aparecerão.

- Esteja aberto para prestar contas – Não deixe que seu tempo de vitória no campo te passe a impressão que você é um super herói. Vitórias trazem vulnerabilidade. No seu retorno, esteja aberto a prestar contas da sua vida pessoa, compartilhe suas fraquezas, tentações e até pecados que possam estar ocorrendo. Seja humilde e aberto para ouvir o que os seus amigos, familiares e lideres possam te dizer em termos de ajuda. Prestar contas é a base para o sustento, em todas as áreas.

- Nem sempre ficar na casa da sua família é recomendado. Especialmente para famílias com crianças. Se puder, organize com sua igreja um local só para você, onde poderá fazer uma base.

- Famílias com filhos – Poderíamos escrever um texto somente sobre isto. Mas só algumas dicas: crianças também sentem a mudança e precisam de muito apoio dos pais; organizem um lugar onde elas possam ficar, talvez perto dos familiares, pois assim não precisarão acompanhar os pais em todos os compromissos que tiverem. Isto é chato demais para as crianças!

- Se o retorno é provisório, e existe alvo em relação a tratamento médico e dentário, use as primeiras semanas para isto, inclusive para os exames. Não se pode deixar procedimentos assim para o final de estadia.

- Seja prático – resolva suas questões bancárias, de documentos, etc.

- Se deseja descansar. Separe um tempo da agenda, procure um bom local para isto. Não dependa somente da generosidade dos irmãos.

- Programe uma reunião com o seu pastor. Talvez ele não te chame, mas como já descrito acima, tome a iniciativa. Marque a hora e local. Lembre-se de lhe dar um presente do país onde você trabalha!

- Faça uma avaliação – Se não houver um grupo ou pessoa disponível para isto, tente fazer uma auto-avaliação. Separe um tempo para você mesmo, para reflexão e oração. Perguntas como as abaixo relacionadas podem ajudar:
– O que aprendi sobre Deus, sobre eu mesmo e sobre a Obra Missionária durante este tempo no campo?
– O que foi mudado em mim? O que o Senhor usou para trazer estas mudanças?
- Há algo que eu preciso lidar e relação a este tempo no campo? Liberar perdão?Preciso tomar alguma decisão? Quais obstáculos posso encontrar e como superá-los?
- Qual é objetivo da minha estadia no Brasil? O que depende de mim? O que depende dos outros?
Conclusão

A reentrada, faz parte do processo de transição ao qual os missionários estão sempre envolvidos, seja na ida ou na volta. Lembre-se que os sentimentos de ambigüidade são normais. Paciencia é o segredo! Vai passar. Logo, logo você estará se sentindo melhor.

Se desejar um atendimento, pode entrar em contato conosco para agendar. Temos vários planos: 01 dia, 03 dias, 07 dias. Programa: Conversas com terapeuta, psicólogo, pastores. Momentos de oração e reflexão. Tudo isto em um local de bênção.
Missão Antioquia - infoantioquia@uol.com.br - (11) 4136 1272

Bibliografia:
- JORDAN, Peter – Re-Entry – Making the Transition from Missions to Life at Home – YWAM Publishing – 1992 – USA
- KOLESKY , Ronald – Before you Get “Home”- Preparing for Re-Entry – USA – 2008
- PIROLO, Neal – Missão de Enviar – Editora Descoberta – BrasilSite para consultas: www.missionarycare.com