"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

Professora cristã é demitida por falar sobre Deus na Inglaterra

INGLATERRA (*) - Uma professora cristã britânica foi demitida de seu emprego após falar sobre sua fé com uma mãe e sua filha doente, se oferecendo para orar por elas.

De acordo com o Centro Legal Cristão (CLC) do Reino Unido, Olive Jones, 54 anos, mãe de dois filhos, ensinava matemática para as crianças que não poderiam ir para a escola por causa de doenças. Ela conversou com uma aluna sobre o crer em milagres e perguntou se poderia orar por ela.

Olive, que tem mais de 20 anos de experiência no ensino, disse que a menina estava muito mal para ter aulas de matemática, então a professora decidiu conversar com ela. No entanto, quando a mãe da menina disse que elas não criam em Deus, a enfermeira não continuou.

O Centro Legal Cristão disse que, durante uma dessas visitas, a menina permaneceu na sala de Olive, pois não se sentia bem para ter aulas. Então, Olive conversou com a mãe, dizendo que acreditava que Deus tinha salvado sua vida.

Olive contou que, quando era adolescente, ela estava dirigindo um trator na fazenda da família, no país de Gales quando ele escorregou em um declive, mas parou antes de tombar. Ela disse: “Eu fechei meus olhos e pensei que iria morrer. Então, ouvi o som de vento, como o descrito na Bíblia, e depois, calmaria total”.

“Estava convencida de que era um milagre. Contei tudo para minha mãe, para encorajá-la a acreditar que há um Deus que responde as orações. Creio que possuo um relacionamento pessoal com Deus, que é uma constante fonte de força.

Sem o conhecimento da professora, a mãe da aluna registrou uma queixa.

Quando a professora foi dar aula para a menina, ela contou novamente a história do trator e falou sobre sua fé em Deus. Tudo parecia correr normalmente, mas algumas horas após o término da aula, Olive tomou conhecimento de um pedido da Secretaria da Educação para que ela fosse até o escritório. O diretor afirmou que falar sobre religião com uma criança poderia ser considerado bullying. Assim, ela foi demitida.

Olive, que frequenta a Igreja da Inglaterra, disse que estava “arrasada” com a decisão.

“Estou surpresa como um país com uma tradição cristã tão forte se tornou um lugar onde é difícil falar sobre sua fé.”

“É como se minha liberdade de expressão tivesse sido restringida. Sinto como se estivesse sendo perseguida por falar sobre minha religião em um país que supostamente deveria ser cristão.”

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: ANS

A Bênção do código da Vinci

Apesar de tanto discurso populista e tanto discurso igualitário, o cristianismo, com seus valores, tem sido o movimento social mais odiado da história. Parece que a história de Jesus tende a se repetir nos seus próprios seguidores. No texto escatológico de Lucas 21, a expectativa da intolerância já havia sido prenunciada pelo próprio Jesus. Conforme o texto, no final dos tempos a perseguição será ainda mais cruel e perversa. O versículo 16 do mesmo capítulo é assustador: “Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte”. Não é impressionante?

Um rápido exame da história mostrará fatos aterradores: no início da Igreja, ela sofreu perseguição de líderes judeus e das autoridades romanas. Nos primeiros séculos, milhares de cristãos foram barbaramente assassinados por imperadores como Nero, Domiciano, Trajano, Diocleciano, entre muitos. Em quase todos os lugares para onde o cristianismo se expandiu, do Oriente ao Ocidente, a história ficou marcada pelo sangue dos mártires. Além disso, a culpa dos crimes históricos do Ocidente, marcados por ódio, violência e desejo de poder, é atribuída ao cristianismo.

É verdade que pessoas que se diziam cristãs cometeram esses atos, mas isso nunca foi o ensino de Jesus e do Novo Testamento. São traidores da doutrina de Jesus ou falsos cristãos. A verdade, porém, é que os Estados comunistas, a Alemanha nazista, os países seculares do Ocidente e os países islâmicos colecionam hoje centenas de milhares de cristãos assassinados só no século XX. A intolerância, já incutida na formação escolar, é impressionante.

O cristianismo e seus valores não têm espaço público, mesmo nos países de maioria cristã nominal; o cristianismo é discriminado e não tem voz na mídia; cristãos são mortos e presos todos os dias em países islâmicos, e nada se faz; nos países ocidentais, cresce a repressão violenta aos valores cristãos, e tudo em nome da “democracia” e “liberdade”: cristãos em favor da vida (contra o aborto) e defensores da família “tradicional” são cada vez mais cerceados e não podem ter voz na “nova sociedade democrática”.

Apesar disso, nada desanima os cristãos. A fé cristã é assim mesmo. Quanto mais batem, mais ela cresce e se fortalece. Esse crescimento foi visto recentemente num lugar proibido para a expressão do cristianismo: o cinema dominante. Em pouco tempo vimos o sucesso estrondoso de “O Senhor dos Anéis”, “A Paixão de Cristo” e “As Crônicas de Nárnia”. É muito cristianismo para tanta intolerância! Em sentido contrário ao enfoque cristão, surgiram filmes dentre os quais vale destacar “O Todo-Poderoso”, “Harry Potter” e o perverso “O Código da Vinci”. Afrontas dirigidas a Cristo e ao Evangelho são bem conhecidas: “Jesus Cristo Superstar” (1973), “A Vida de Brian” (1979), “Je Vous Salue Marie” (1985) e “A Última Tentação de Cristo” (1988). Imagine se o mesmo fosse feito com outras religiões! Se alguém fizesse um filme assim sobre Moisés ou Maimônides, como reagiriam os judeus? E se fosse o caso de Maomé, como responderiam os muçulmanos? E os hindus e os budistas? Imagine Dan Brown, o autor de O Código da Vinci, insinuando, contra uma outra religião, apenas um décimo do que ele escreveu contra o cristianismo! Onde ele estaria escondido agora?

É lamentável, mas é verdade. Há um ataque covarde ao cristianismo na sociedade de hoje! Qual a razão? Provavelmente são várias. Em primeiro lugar, a prática da ética cristã ameaça a exploração do ser humano. Por isso, os poderosos querem diminuir a influência do cristianismo para aumentar seus lucros. Em segundo lugar, o cristianismo, pacífico e amoroso, não reage. Podem bater à vontade. Não vamos devolver o mal com o mal. Assim fica fácil! Por fim, temos o fascínio do escândalo e os lucros milionários. Como Jesus é o nome mais universal da história e tem milhões de seguidores, é claro que qualquer ataque contra Cristo vai chamar a atenção. “O Código da Vinci” está mais para “Código das Trinta”; afinal, o que interessa são “as trinta moedas de Judas”, o puro lucro. A motivação de Dan Brown foi evidentemente financeira.

A obra que virou filme tenta misturar a ficção com a realidade. Confunde a vasta maioria da população que ignora os fatos. Sugere que as principais doutrinas da fé cristã foram inventadas por Constantino. Tenta basear-se em poucos documentos gnósticos muito posteriores ao cristianismo para dizer que Jesus casou-se com Maria Madalena e teve um filho que teria deixado descendentes na França. Aqui está o mistério da busca do Santo Graal. Brown prossegue seu delírio, dizendo que ilustres personagens do passado como Leonardo da Vinci, membro do suposto Priorado de Sião, escondia o tal segredo que destruiria a igreja católica caso descoberto. É loucura total.

Por incrível que pareça, a grande verdade é que esse filme será uma grande bênção para a fé cristã. No final das contas, o resultado será oposto ao propósito de Dan Brown. O cristianismo é diferente! A maior bênção para o cristianismo na época da Igreja Primitiva foi a perseguição. Quanto mais eram perseguidos, mais o Evangelho avançava. O fato é que o cristianismo incomoda. Os seus adversários não conseguem ficar quietos. Precisam fazer referência a ele. Nem que seja a mais cruel e injusta. Isso faz com que Jesus esteja sempre nas manchetes do que se publica no mundo. Vejam o que acontecerá como resultado da obra de Brown:

1. A maioria das pessoas terá a curiosidade despertada. Todo o mundo vai querer saber se “isso é assim mesmo”! Milhões de pessoas vão ler o Novo Testamento como conseqüência de uma curiosidade natural. Vão querer verificar na fonte.

2. Os cristãos menos interessados serão desafiados. Muitos irão lhes perguntar: “E aí, você que é de igreja, diga-me como é que as coisas são de fato!” O cristão terá que se preparar para dar uma resposta adequada.

3. Muitas igrejas irão fazer palestras e eventos para discutir o assunto e explicar a realidade.

4. Quando as pessoas descobrirem que a história do filme não tem fundamento, ficarão com “a pulga atrás da orelha” e se perguntarão: “Por que fizeram isso? Que intolerância!”

5. Finalmente, como os cristãos não “devolverão na mesma moeda”, ficará comprovado que somente a doutrina de Cristo pode fazer alguma coisa em benefício desse mundo sem esperança.

Afinal de contas, devemos todos nós, cristãos convictos, dizer: “Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem” (Lc 23.34), isto é, “não sabem o que escrevem”, “não sabem o que filmam”.

Por: Luiz Sayão

Fonte: Revista Enfoque Gospel

Violência contra cristãos no Egito

1/12/2009 - 14h39

Desde a manhã de sábado, 21 de novembro, a cidade no Alto Egito de Farshoot, e também as cidades vizinhas de Kom Ahmar, Shakiki e Ezbet Waziri, tem sido o palco de constante violência muçulmana contra os cristãos egípcios. A multidão saqueou, e praticou atos de vandalismo e também queimou as propriedades de alguns cristãos, enquanto outros se refugiaram dentro de casa, temendo sair e serem violentados. Uma das testemunhas disse à Reuters Cairo : “o caos está tomando conta da cidade”.

A violência ainda continua. Há relatos de que sete mulheres cristãs da Igreja Copta foram levadas a força para cativeiro.

Testemunhas dizem que aproximadamente 3.000 muçulmanos nervosos ficaram reunidos em frente ao prédio da Policia em Farshoot, esperando pela transferência de Girgis Baroumi para o tribunal onde seria renovada sua sentença, apenas para sequestra-lo e matá-lo. O bispo Kirollos disse que um acordo havia sido feito com a família da garota muçulmana Yousra para que aguardassem a decisão do tribunal “mas eles não esperaram por ela.”

O pastor da Igreja Reverendo Benjamin Noshi estava dirigindo seu carro quando a multidão enfurecida parou seu carro e o assaltou. Ele teve traumatismo craniano e está no hospital.

À noite muitas lojas e propriedades foram saqueadas e queimadas. “Eles estão destruindo a economia dos coptas nessas áreas”, disse Wagih Yacoub da Associação Cristã do Oriente Médio.

Uma testemunha disse que algumas famílias Cristãs Egípcias foram arrancadas de suas casas, as quais foram ocupadas por mulçumanos.

Embora forças armadas tenham sido acionadas, eles não tomaram nenhuma atitude para acabar com a violência, e estão a postos para proteger o quartel policial de Farshoot depois que a enfurecida multidão de muçulmanos lançaram pedras contra o quartel e atacaram oficiais. O chefe de investigação Essam Hany foi ferido junto com os outros.

Testemunhas dizem que a Policia apenas assistiu a multidão mas não os prendeu e por isso ele se dispersaram no meio da rua, sem nada acontecer a eles.

O ato de violência dos muçulmanos intensificou-se após ser divulgada na última quarta-feira , dia 18 de Novembro de 2009, a noticia de que um garoto cristão de 21 anos, Giurgis Baroumi, de Kom Ahmar, havia abusado sexualmente de uma garota muçulmana de 12 anos identificada como “Yousra”. Girgis está detido por causa das investigações policiais pendentes e esperando pelos resultados da pericia. Muitos cristãos acreditam que o incidente do abuso serviu para que os muçulmanos usassem isso como pretexto para iniciar tal violência contra eles.

Numa entrevista para a Free Copts, Bispo Kirollos disse que definitivamente os ataques foram pré-planejados e usaram os estudantes de Al-Azhar Institute em Farshoot. Ele também salientou a falha das forças armadas em cumprir seu papel, que desapareceu sem dar nenhum tipo de justificação, apesar das inúmeras tentativas por parte da igreja de colocar um fim nessas graves violências contra os cristãos e suas propriedades.

Ele também acrescentou que mesmo que a história do incidente com a garota muçulmana venha ser comprovada como verdadeira isso foi um caso isolado e não justifica um ataque em massa aos cristãos que querem paz, quem denunciou o ato com certeza é alguém que não conhece os ensinamentos cristãos: “Então porque os ataques bárbaros por parte dos muçulmanos? E porque as forças armadas não os detêm?”
Conversando com o Boletim News Coptic, o bispo disse que após ser informado das acusações de estupro na quarta-feira, Ele teve que retirar os cristãos assustados de Kom Ahmar e Shedid para fora da vila para que estivessem em segurança: “Entretanto, todos os prédios comerciais que pertenciam aos cristãos como, farmácias e carros que estavam em Farshoot e Ezbet Waziri estão completamente destruídos”, disse o bispo Kirollos.

Reverendo Elisha, Pastor de St. Michaels Church in Farshoot descreveu a violência de Sábado como “parecida com a guerra de Tartar, eles colocaram fogo em lojas, farmácias, quebraram portas e aterrorizaram os habitantes”

Sobre o caso do estupro, ele disse que é duvidoso, além disso por causa do processo não é permitdo que ninguém veja o garoto acusado. “O investigador oficial de Farshoot me contou que a garota muçulmana tinha certeza apenas que seu agressor usava uma jaqueta preta – nada mais”.

“Nós nunca fomos tão humilhados e amedrontados como cristãos em toda nossa vida. Os muçulmanos fizeram crucifixos de madeira e as queimaram nas ruas”, de acordo com uma testemunha. “Nossa religião, e nosso Deus foram abertamente insultados”.

Ninguém se aventura a sair nas ruas, nenhum dos cristãos contactados foram capazes de afirmar o número de pessoas que morreram, ou o número de feridos.

O Bispo Kirollos se reuniu urgentemente com todos os pastores da região, em face da gravidade da situação. Ele deu instruções que não houvesse culto de domingo dia 22 de novembro temendo pela segurança das congregações cristãs.

“Se a Organização de Direitos Humanos Internacional ao redor do mundo permanecer quieta sobre o que está acontecendo com os cristãos no Egito, então eles não servem, eles apenas usam um slogan, nada mais” – lamentou uma das vitimas.

Fonte: Missão Portas Abertas.