"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

Vamos agradecer a Deus!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

De agosto a dezembro desse ano, estivemos orando pelos 20 países onde há maior perseguição aos cristãos, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos. São os países:

Coréia do Norte, Afeganistão, Arábia Saudita, Somália, Irã, Maldivas, Uzbequistão, Iêmen, Iraque, Paquistão, Eritreia, Laos, Nigéria, Mauritânia, Egito, Sudão, Butão, Turcomenistão, Vietnã e Chechênia.

Vimos que são diversas as formas de perseguição aos nossos irmãos e irmãs. Alguns são excluídos do convívio familiar ou social, sofrendo restrições diversas, outros são presos ou até mesmo mortos por causa do Evangelho.

Sabemos que a perseguição sempre acompanhou a Igreja do Senhor Jesus. Muitos dos primeiros discípulos morreram como mártires. E já havíamos sido advertidos pelo próprio Mestre sobre isso.

No entanto, a própria Palavra de Deus nos exorta a orar:

"Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2:1-5).

Por essa razão, precisamos sempre nos colocar diante de Deus, clamando contra a injustiça, intercedendo pelo Corpo de Cristo, orando pelas autoridades, com fé.

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis" (Marcos 11:22-24).

Cremos que nossas orações foram ouvidas, e que algo foi mudado na vida de nossos irmãos e irmãs nesses países. Portanto, hoje mesmo, louve e agradeça a Deus!


Vamos orar pela Chechênia!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

O Cristianismo teria chegado à região do Cáucaso nos primeiros séculos de dominio político-militar do Império Bizantino sobre suas terras. Os bizantinos tinham muito interesse em controlar o comércio no Mar Negro e para isso precisavam controlar a região.

No século XVI, os russos conquistaram a região nordeste do Cáucaso, procurando exercer sua influência cristã sobre os nativos. A Igreja Ortodoxa Russa exerceu, por séculos, importante influência política e religiosa na região.

Estima-se que atualmente haja cerca de 24 milhões de habitantes na região do Cáucaso (região onde se encontra a Chechênia); desse total, 8 milhões são cristãos, sendo que a Chechênia é a única “província” (a Rússia não reconhece o Estado Checheno) com maioria muçulmana.

Perseguição

Organizações islâmicas políticas e religiosas pressionam a sociedade para aderir à fé muçulmana. Elas implementam as suas próprias leis em um país onde a autoridade do governo central é favorável ao islamismo.

O próprio presidente tem poder considerável. Há pouco tempo, ele decretou que todas as estudantes e funcionárias públicas da Chechênia deveriam cobrir a cabeça com véu. As autoridades locais e a família também pressionam os convertidos para voltar ao islamismo, controlando seus movimentos e atividades.

Como o cristianismo é associado, muitas vezes, com a Rússia, alguns até marcam o conflito checheno como um confronto entre cristianismo e islamismo. Por causa dessa associação, tornar-se cristão significa "tornar-se russo", o que já é motivo suficiente para que a perseguição comece. Ter a Bíblia em casa representa um grande risco.

História e Política

Localizada no sul da Rússia, a República da Chechênia é rodeada em quase todos os lados pelo território russo, mas compartilha sua fronteira com a Geórgia, nas montanhas do Cáucaso. Não se sabe ao certo a origem do nome Chechênia, o que se sabe é que provavelmente deriva da palavra chechen, nome de um povo que habitou a região. Os chechenos se denominam “nokhchis”, que significa povo.

A Chechênia é uma das 21 repúblicas do território russo situadas nas montanhas de Cáucaso. Os russos anexaram a região ao seu território em 1859, superando a resistência do imã Shamil, depois de uma campanha longa e sangrenta. Desde então, há um movimento de resistência na área. No começo, os chechenos rejeitavam a colonização da Rússia e lutavam pela criação de um Estado islâmico. A presença de petróleo e sua posição estratégica no Cáucaso são fatores importantes neste conflito contínuo.

A Primeira Guerra Chechena (1994-96) foi causada pela tentativa do país de se separar da Rússia, e pela tentativa russa de impedir que isso acontecesse. O conflito foi seguido por um período de ausência de lei, incitando forças russas a invadir e recapturar a cidade de Grozny - a Segunda Guerra Chechena (1999-2000).

A década passada viu várias campanhas russas para manter a influência na região. O presidente Ahmed Kadyrov, escolhido pela Rússia para dirigir a Chechênia, foi morto em maio de 2004 em um atentado a bomba. Seu filho, Ramzan, foi escolhido para ser o vice-primeiro ministro e seu dever é combater o terrorismo. No outono de 2007, Ramzan foi empossado presidente da Chechênia.

Conforme órgãos de direitos humanos na região, os kadyrovtsy (o "exército" do presidente Ramzan Kadyrov) são responsáveis por muitos dos sequestros, tortura e assassinatos que se realizam nessa área volátil.

Há alguns anos, a capital Grozny foi bombardeada e ficou em ruínas. Hoje, a cidade mais se assemelha a um canteiro de obras. A corrupção é, contudo, prevalecente na região, tanto entre os russos como chechenos. O impacto de qualquer programa de reconstrução é impedido pela corrupção e má administração.

O desemprego na república atinge 85%, especialmente nas áreas fora de Grozny. Quase toda a população vive abaixo da linha de pobreza. Algumas pessoas, contudo, ficaram ricas na guerra e um número de mansões muito grandes e luxuosas está sendo construído. O principal produto é o petróleo, de qualidade excepcionalmente alta.

População

As maiores etnias da Chechênia são os chechenos e os inguches. A população do país é composta majoritariamente de muçulmanos sunitas, mas antes da chegada do islamismo à região os habitantes tinham práticas e crenças religiosas diversas, principalmente rituais ligados à natureza. Devido aos constantes conflitos militares entre a Chechênia e a Rússia, há milhares de refugiados chechenos habitando em países vizinhos.

Economia

Como efeito das constantes guerras com a Rússia, a Chechênia teve cerca de 80% de sua economia destruída. O território da Chechênia é rico em petróleo, calcário, gesso, enxofre e diversos outros minerais, mas a corrupção e as guerras pela independência impedem o crescimento e o desenvolvimento econômico do país.

Motivos de oração:

- Pela pequena comunidade cristã na Chechênia, que em seus cultos tem no máximo de 3 a 5 membros.

- Pelos cristãos que estão sendo ameaçados de morte e precisam deixar o país para se protegerem.

- Pelos jovens da Chechênia que estão desapontados com a corrupção do governo e com a grande taxa de desemprego. Ore para que eles descubram o chamado de Deus para vida deles.

Fonte: Missão Portas Abertas



Os cristãos e a responsabilidade social - Reflexões sobre o Pacto de Lausanne

"5. A RESPONSABILIDADE SOCIAL CRISTÃ: Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta." (Pacto de Lausanne)

Leia o restante do Pacto de Lausanne nas publicações semanais de agosto a novembro de 2012, clicando aqui.

FAZEI O BEM A TODOS:
OS CRISTÃOS E A RESPONSABILIDADE SOCIAL

Por Alderi Souza de Matos

Na maior parte da história da igreja os cristãos entenderam que o socorro aos sofredores era um aspecto muito importante da sua vocação no mundo. Eles não acreditavam que havia qualquer conflito entre essa preocupação e outros interesses da vida cristã. Foi somente no século 20 que o envolvimento social da igreja se tornou um pomo de discórdia, rompendo o consenso que havia imperado por longo tempo. Vale a pena considerar alguns aspectos dessa questão.

1. O precedente bíblico

O Antigo Testamento está repleto de preceitos e narrativas referentes à temática social. As figuras do pobre, do órfão, da viúva e de outras pessoas em situação de desamparo povoam as Escrituras Hebraicas. A lei de Moisés continha dispositivos que iam além do mero atendimento de necessidades imediatas, criando condições para que houvesse menor desigualdade na sociedade de Israel. São exemplos disso a lei da rebusca (Lv 19.9-10; 23.22; Dt 24.19-21) e o ano do jubileu (Lv 25.8-34). Quando se chega à literatura profética, em especial aos “profetas éticos” do século oitavo a.C. (Isaías, Oséias, Amós e Miquéias), a justiça, a misericórdia e a generosidade no trato com os sofredores se tornam um tema dominante (Is 1.17,23; 3.14-15,18-23; 5.7-8; 58.5-10; Os 10.12; 12.5-7; Am 2.6-7; 4.1; 5.12,24; 8.4-6; Mq 2.1-2; 6.8).

Jesus retomou e aprofundou essas preocupações. Numa época em que a religiosidade judaica havia se cristalizado em torno de três práticas formais – esmolas, oração e jejum – o Senhor corrigiu algumas distorções vigentes, ensinando que a prática da caridade devia ser humilde, desinteressada e motivada pelo amor (Mt 5.7; 6.1-4; 7.12). Ao anunciar o evangelho do reino, ele apontou como uma de suas características a sensibilidade diante da dor alheia e a prontidão em assistir os desafortunados. Ele mostrou isso de modo magistral através de alguns de seus ensinos mais apreciados, como a parábola do Bom Samaritano (Lc 10.30-37) e a inquietante história do Grande Julgamento (Mt 25.31-46).

Na mente das primeiras gerações de cristãos ficou a imagem de Jesus como alguém que passou pelo mundo fazendo o bem (At 10.38). O ensino apostólico colocou a beneficência no centro da vida cristã – a misericórdia ou benignidade é um dos dons espirituais e um fruto do Espírito (Rm 12.8; Gl 5.22); deve-se fazer o bem a todos, a começar dos irmãos (Gl 6.9-10); a solidariedade deve ir além das meras palavras, para manifestar-se em ações concretas (Tg 2.15-16; 1 Jo 3.17-18). A própria instituição do diaconato testifica sobre a importância desse aspecto da vida cristã e do ministério da igreja.

2. A experiência da igreja

Os primeiros cristãos atribuíam grande valor à prática da misericórdia. A hospitalidade e as ofertas para fins caritativos eram generalizadas entre os fiéis. Um documento da época afirma: “O jejum é melhor que a oração, mas as esmolas melhores que ambos” (2 Clemente 16). A epístola conhecida como 1 Clemente fala de cristãos que se vendiam como escravos para poderem socorrer os necessitados (55.2). Quando surgiam epidemias, os fiéis não deixavam de dar assistência aos enfermos e de sepultar os mortos. As viúvas, os órfãos, os enfermos e as crianças recebiam especial cuidado.

Em períodos de grave conturbação social, como nos estágios finais do Império Romano, a igreja era a única instituição que estava preparada para ajudar as populações afligidas. Um desdobramento preocupante ocorreu ainda no período antigo e se aprofundou na Idade Média – o entendimento de que a pobreza e a caridade tinham um valor meritório diante de Deus. Isso acabou desvirtuando as motivações que levavam muitas pessoas a se desfazerem dos seus bens e a socorrerem os necessitados. Além disso, uma atitude fatalista em relação à pobreza involuntária impedia que os pobres superassem a condição em que viviam. Apesar dessas mazelas, a história desse longo período atesta o profundo envolvimento dos cristãos com a assistência aos seus semelhantes.

Os reformadores protestantes questionaram o aspecto meritório da beneficência medieval, mas mantiveram a antiga ênfase na caridade cristã. Eles escreveram e pregaram amplamente sobre o assunto, bem como tomaram importantes iniciativas nessa área. Isso pode ser ilustrado pelas ações de João Calvino, o reformador de Genebra. Em sua vasta produção literária, ele abordou amplamente a temática social. Mais que isso, Calvino incentivou o retorno do diaconato cristão às suas funções originais e destacou que a igreja tem o papel profético de denunciar os males sociais e exortar os governantes a promoverem o bem-comum. Ele apoiou pessoalmente duas importantes instituições caritativas de Genebra: o Hospital Geral e o Fundo Francês para estrangeiros carentes.

Um aspecto interessante da história posterior do protestantismo é que os períodos de revitalização espiritual foram marcados por intensa preocupação social. Isso se deu com o pietismo alemão, com o puritanismo inglês e com os grandes despertamentos norte-americanos. Todos esses poderosos movimentos se voltaram intensamente para questões práticas como educação, missões e beneficência. Esse consenso dos evangélicos em torno da compatibilidade entre a vida espiritual, a evangelização e o serviço cristão viria a ser questionado ao longo do século 20.

3. O evangelho social

O “evangelho social” foi um movimento de grande importância no protestantismo norte-americano por cerca de cinqüenta anos (1880-1930). Influenciado pelo liberalismo teológico, mas distinto do mesmo em vários aspectos, foi uma resposta à crise urbana ocasionada pelo crescimento econômico posterior à Guerra Civil. Seu principal teórico foi Walter Rauschenbusch (1861-1918), um pastor batista e professor de seminário cujo livro O Cristianismo e a Crise Social o tornou nacionalmente famoso em 1907. Outros livros seus foram Cristianizando a Ordem Social (1912) e Uma Teologia para o Evangelho Social (1917).

O movimento pretendia dar uma resposta bíblica e cristã à situação de abandono experimentada pelos trabalhadores e imigrantes que viviam nos cortiços das grandes cidades. Insistia em conceitos como “a implantação do reino de Deus na terra” e a importância de uma “sociedade redimida”. Essas idéias foram popularizadas pelo livro Em Seus Passos que Faria Jesus? (1897), do pastor congregacional Charles Sheldon. O evangelho social tendia a dar uma ênfase excessiva à transformação da sociedade, via a missão cristã no mundo principalmente em termos de ação social e tinha um otimismo pouco realista em relação ao ser humano.

Na mesma época surgiu nos Estados Unidos um outro movimento – o fundamentalismo – caracterizado por forte aversão ao liberalismo. Por causa das ligações do evangelho social com a teologia liberal e suas ênfases diferentes do protestantismo conservador, os fundamentalistas rejeitaram não só o novo movimento, mas a própria noção de envolvimento social como algo incompatível com a vida cristã e a pregação do evangelho. A partir de então, os “evangélicos” afastaram-se da área social em que haviam atuado por tanto tempo ao lado de cristãos com outras convicções. Somente com o Congresso Mundial de Evangelização, em Lausanne, Suíça, em 1974, os evangélicos voltariam a interessar-se mais amplamente pelas questões sociais.

4. A teologia de libertação

Na América Latina de meados do século 20, durante um período de grandes tensões políticas, econômicas e sociais, em que populações inteiras experimentavam injustiças e exclusão social, teólogos católicos e protestantes articularam uma nova teologia centrada no conceito bíblico de Deus como libertador. Seus principais proponentes foram, do lado católico, Gustavo Gutiérrez, Juan Luis Segundo, Jon Sobrino, José Porfírio Miranda, Hugo Assmann, Henrique Dussel, Leonardo Boff e outros. Entre os protestantes, alguns pensadores influentes foram Rubem Alves, M. Richard Shaull e José Miguez Bonino.

A teologia da libertação acabou sendo rejeitada por um grande número de católicos e protestantes, em virtude de algumas de suas ênfases: a tendência de encarar o reino de Deus somente da perspectiva da libertação política e social, a utilização de categorias do pensamento marxista para analisar as realidades da América Latina, o apoio tácito ou explícito a movimentos da esquerda radical e o desprezo da teologia e piedade tradicionais, acusadas de serem alienantes. O liberacionismo acabou perdendo o ímpeto como movimento articulado, mas intensificou as reservas de amplos setores cristãos quanto ao envolvimento com as causas sociais. Entre os evangélicos surgiu uma alternativa à teologia da libertação, o conceito de “missão integral” representado pelos membros da Fraternidade Teológica Latino-Americana, tais como Samuel Escobar, C. René Padilla, Orlando E. Costas, Rolando Gutiérrez, Tito Paredes, Emílio A. Núnez e Valdir Steuernagel.

Conclusão

À luz do ensino bíblico, do exemplo de Cristo e das lições da história, os cristãos não podem ignorar o desafio social. Como a justiça social é uma das implicações do evangelho, evitar essa área acarreta sérias dificuldades para a consciência cristã e para o testemunho cristão. O fato de alguns movimentos terem tido problemas nessa abordagem não isenta os cristãos da sua responsabilidade. Ao contrário, num mundo afligido por tantas situações que atentam contra a vida, a dignidade e o bem-estar dos seres humanos, é mister que os cristãos redobrem os seus esforços no sentido de seguir os passos daquele que “andou pela terra fazendo o bem”.

Perguntas para reflexão:

1. Por que razões a Escritura dá tamanha ênfase à justiça social e ao socorro aos necessitados?

2. O que as ações e ensinos de Cristo nessa área nos revelam sobre o caráter de Deus?

3. Ao longo da história da igreja, que atitudes em relação aos pobres e à pobreza podiam se tornar negativas?

4. Por que muitos cristãos tendem a fazer uma dicotomia entre espiritualidade e envolvimento social?

5. Como os cristãos podem participar de maneira construtiva da eliminação das injustiças e da exclusão social?

Sugestões bibliográficas:

CAVALCANTI, Robinson. Igreja: evangelização, serviço e transformação histórica. Niterói: Vinde, 1987.

GILL, D.W. Ética social. Em ELWELL, Walter A. (Ed.). Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã. São Paulo: Vida Nova, 1988-1990. Vol. II, p. 97-102.

LOPES, Augustus Nicodemus. Calvino e a responsabilidade social da igreja. São Paulo: PES, s/d.

MATOS, Alderi S. A missão da igreja: uma perspectiva latino-americana. Em Fides Reformata IV-1 (Jan-Jun 1999): 69-88.

SHEDD, Russell P. A justiça social e a interpretação da Bíblia. São Paulo: Vida Nova.STOTT, John. Pacto de Lausanne comentado por John Stott. 2ª ed. São Paulo: ABU Editora, 2004 (1983).

STOTT, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo: como ser um cristão contemporâneo. São Paulo: ABU Editora, 1997.

Fonte: Mackenzie.br



Persecution in Chechnya

Pray for the persecuted!

Still formally a part of the Russian Federation, Chechnya remains one of the most difficult places for Christians in Russia. Persecution is political as well as religious, since Christianity is associated with Russia, with whom they had civil war. The influence of Islam is growing; all indigenous Christians are seen as traitors to the Islamic society and suffer greatly from government oppression. Conversion is a great disgrace to the family and brings the risk of ‘honor killings’. Fellowship and public confession of faith is almost impossible.

Pray:

For the few very small Christian group meetings, with no more than 3-5 members

For Christians who receive death threats and must leave the country

That young Chechens, disappointed with both the corrupt government and rife unemployment, may discover God’s call on their lives.

Source: Open Doors USA


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Vamos orar pelo Vietnã!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

Segundo a tradição, o Cristianismo chegou ao sudeste asiático por volta do século X através dos seguidores de Nestório*.

A igreja vietnamita ocupa uma posição minoritária, abrangendo cerca de 7 milhões de pessoas ou 8% da população do país. Desse total, seis milhões são católicos, enquanto a maior parte dos protestantes pertence às minorias étnicas tribais – metade delas já alcançadas pelo Evangelho.

O governo permite o trabalho de organizações cristãs no país, especialmente daquelas que procuram atuar nas áreas de desenvolvimento e ajuda humanitária.

*Nestório (em grego: Νεστόριος; ca. 386 – ca. 451) foi um monge, oriundo da Anatólia, que se tornou arcebispo de Constantinopla entre 10 de abril de 428 e 22 de junho de 431. Acreditava que em Cristo há duas pessoas (ou naturezas) distintas, uma humana e outra divina, completas de tal forma que constituem dois entes independentes. A sua crença tornou-se a base do nestorianismo.

A Perseguição

A constituição do país prevê liberdade religiosa, mas na verdade o governo restringe algumas atividades. Embora ainda persistam certas restrições às liberdades individuais, a nação tem aumentado gradualmente suas relações com o resto do mundo.

Teoricamente, há liberdade religiosa no Vietnã. Na prática, porém, apesar de a vida religiosa nas congregações ser geralmente tranquila, a igreja vietnamita enfrenta restrições e dificuldades nas esferas distritais e nacionais. Em 1999, um decreto estabeleceu a liberdade de credo, dando aos cidadãos o direito de escolher e mudar sua opção religiosa. No entanto, o próprio decreto de 1999 adverte sobre as punições para quem utilizar a religião com o intuito de prejudicar o Estado.

Em abril de 2001, o governo vietnamita reconheceu oficialmente algumas igrejas evangélicas pertencentes à Hoi Thanh Tin Lanh Viet Nam (Igreja Evangélica do Sul do Vietnã), denominação que corresponde ao maior grupo protestante do país. Foi a primeira vez que a organização obteve um “status” de legalidade desde o fim da Guerra do Vietnã, em 1975.

Diplomatas e protestantes viram o processo de legitimação como uma modesta concessão, depois de anos de repressão, mas observaram que muitos cristãos evangélicos não foram beneficiados, pois apenas cerca de 300 igrejas foram reconhecidas. Entre os excluídos encontra-se a maioria dos protestantes pertencentes às etnias minoritárias, os mais atingidos pela perseguição. Um obreiro cristão afirmou: “O líder do partido local detém total controle sobre o destino de uma igreja; isto é, ele pode decidir se ela deve permanecer ou ser incendiada. Além disso, ele pode arbitrariamente sentenciar pastores a curtos períodos de trabalhos forçados nos campos.”

História e Política

O Vietnã localiza-se no sudeste asiático. Seu território caracteriza-se pelas planícies alagadas nos deltas do Rio Vermelho ao norte e do Rio Mekong ao sul, e por montanhas nas regiões norte e central. O nome do país foi criado no século XIX e deriva da expressão viet-nam, que significa “estrangeiros do sul”.

Os primeiros habitantes da região do atual Vietnã datam dos períodos mais antigos da história da humanidade (Paleolítico e Neolítico), mas a atual estrutura do povo vietnamita e de seu país vem do povo Lac, que se estabeleceu próximo ao rio Vermelho e se misturou com outros povos da região.

Do século X ao XVIII, o Vietnã era dividido em territórios feudais, considerados pequenos reinos unidos em um Estado independente chamado Dai Viet. Durante aproximadamente 1000 anos, a região foi dominada por dinastias do Império Chinês e pelos mongóis. Através dessas culturas, o Budismo e o Confucionismo foram introduzidos no país, gerando características culturais e populares distintas.

Na segunda metade do século XVIII, as tropas francesas de Napoleão começaram a invadir o país, transformando-o em um protetorado. Os vietnamitas se organizaram, então, em guerrilhas comunistas denominadas de Viet-Congs.

A nação vietnamita possui muitas cicatrizes deixadas pelas diversas formas de tormentos e agressões sofridas. Desde 1941, o país tem passado por guerras e dificuldades, em parte como consequência da instauração do governo comunista em 1945, quando se declarou independente do domínio francês, proclamando a República Democrática do Vietnã. Em 1975, o Vietnã do Norte, de orientação comunista (apoiado pela União Soviética), conquistou o Vietnã do Sul, capitalista (apoiado pelos EUA), depois de três décadas de conflito. O país foi reunificado no ano seguinte. Em 1978, o Vietnã invadiu o Camboja, dando início a um conflito que durou até 1989, quando as tropas vietnamitas se retiraram do território cambojano.

O Vietnã é controlado por um governo de orientação comunista, cujo sistema legal baseia-se em uma mescla do código civil francês com a doutrina comunista.

População

O país possui quase 90 milhões de habitantes, 25% dos quais têm idade inferior a 15 anos. Apenas 30% da população vivem em centros urbanos, enquanto o restante habita pequenos vilarejos rurais. Quase todos os vietnamitas pertencem à etnia quine, mas há alguns grupos étnicos minoritários, como os chineses e os haos.

Cerca de metade da população vietnamita professa o budismo, enquanto uma pequena parcela segue novas religiões asiáticas ou antigas crenças animistas.

Economia

A economia vietnamita é baseada na agricultura, cujos principais produtos são: arroz, café, chá, cana-de-açúcar e borracha. Devido aos estragos causados pelas guerras e à perda da ajuda financeira soviética, a economia do país é muito pobre e debilitada.

O país também se dedica à exploração de carvão, fosfato e cromo; suas indústrias investem nos setores de alimentos, têxteis, algodão e cimento. Os principais parceiros comerciais do Vietnã são: Japão, Singapura, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Taiwan.

Motivos de oração:

- Cristãos tribais formam quase 70% da população protestante. Esse grupo experimenta restrições impostas pelo Estado sobre as atividades cristãs. Ore para que eles possam crescer espiritualmente, apesar das dificuldades.

Fonte: Missão Portas Abertas



Ministério Pastoral e Missão Integral - Reflexões sobre o Pacto de Lausanne

"11. EDUCAÇÃO E LIDERANÇA: Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos." (Pacto de Lausanne)

Leia o restante do Pacto de Lausanne nas publicações semanais de agosto a novembro de 2012, clicando aqui.

MINISTÉRIO PASTORAL E MISSÃO INTEGRAL

Entrevista com Antonio Carlos Barro

Por: Instituto Jetro

A Teologia Evangelical, ou seja, Missão integral, a partir de seu lema "O Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens", definido no Congresso Internacional de Evangelização, realizado em 1974, em Lausanne, na Suíça, oferece uma lente através da qual lemos as Escrituras Sagradas em busca de referenciais para a presença do cristão e da comunidade cristã no mundo.

Mas poucos são os pastores, líderes e faculdades evangélicas que optam por estudá-la e praticá-la em suas vidas, denominações e programas de ensino. E muitos confundem a missão integral com o assistencialismo aos mais pobres.

Crendo que a Missão Integral é algo fundamental para exemplificar e demonstrar a presença cristã que gera transformação das dimensões morais, intelectuais, econômicas, culturais e políticas da comunidade onde está inserida, é que entrevistamos o Dr. Antonio Carlos Barro.

Barro é doutor em Estudos Interculturais pelo Fuller Theological Seminary (California/EUA), professor de disciplinas na área de Teologia Prática, fundador da Faculdade Teológica Sul Americana e atual Chanceler, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e responsável pelo site www.sermao.com.br



O que é ter um ministério pastoral com missão integral?

Antonio Carlos - Primeiro devo dizer que essa é uma tarefa um pouco complicada. Complicada porque poucos pastores sabem o que é missão e bem poucos sabem o que é missão integral. Já tivemos casos (mais de um) de pastores que são formados em seminários tradicionais no Brasil que vêm estudar em um dos cursos da Faculdade Teológica Sul Americana e sem ter idéia do que estamos falando quando o termo Missão Integral é usado. Se os pastores não sabem o que é Missão Integral como eles vão desenvolver seus ministérios debaixo deste guarda-chuva? Mas, respondendo à pergunta de maneira bem simples eu diria que ter um ministério com a missão integral é olhar para o ser humano com um olhar cheio de amor e de bondade e ministrar a esse ser humano de tal forma que ele encontre sua identidade na casa de Deus e recupere a sua dignidade na forma da nova criação. Todas as partes que juntas formam o ser humano são alvos do ministério pastoral.

Muitos confundem a Missão Integral com o assistencialismo aos pobres, qual a diferença? Como as Igrejas podem colocar a missão integral em prática?

Antonio Carlos - Essa confusão se dá em decorrência do que já afirmei na primeira pergunta. Os evangélicos sempre foram preocupados com a alma das pessoas. Queriam salvar almas para o céu. Nossas pregações, nossos hinos e a nossa práxis eram nessa direção. Até que um dia descobriram que a igreja precisa fazer algo mais e esse algo mais era em direção aos pobres. Alguém chamou isso de Missão Integral (MI). A partir desse momento criou-se a lenda de que MI é fazer algo para os pobres e marginalizados da sociedade.

Isso não é e nunca será MI.

Missão Integral como o próprio nome afirma é integral. Para ser integral é preciso ter as partes. A soma de todos os ministérios ou de tudo o que a igreja faz é a MI. Integral é o valor limite da soma daquilo que a igreja é. Num certo sentido nem precisa do nome Integral. Missão já é essa soma. Assim sendo, uma igreja pode ter um ministério com os pobres numa favela e estar longe da MI, bem como um igreja que trabalha com casais ou uma igreja que evangeliza ricos na Av. Paulista.

Eu não conheço nenhuma igreja que desenvolve a MI na sua plenitude. Essa igreja ainda não foi fundada.

A ação missiológica e pastoral da igreja afeta a pessoa humana em todas as suas dimensões: biológica, psicológica, espiritual e social - a pessoa inteira em seu contexto. Como recuperar a visão bíblica da unidade do ser humano nestas dimensões inseparáveis sem cair numa teologia triunfalista?

Antonio Carlos - A única maneira de recuperar isso é reciclar os pastores e líderes assim como todo o povo de Deus. A pergunta que precisa ser feita é se essas pessoas querem aprender a respeito dessa visão ministerial que engloba todo o ser humano. Minha impressão é que a igreja não quer aprender, porque isso é custoso, envolve quebra de paradigmas e um retorno a um cristianismo mais simples que atuaria como contracultura de quase tudo o que está acontecendo em nossas comunidades.

Rene Padilla, um dos grandes precursores da Missão Integral certa vez declarou: "O grande perigo para a sociedade e para a missão integral da igreja hoje, não é o comunismo, mas é o capitalismo." Você concorda com esta afirmação?

Antonio Carlos - Bem, eu não sei o que estava na cabeça do Padilla e em qual contexto ele fez essa declaração. A meu ver não existe nenhum sistema que ajuda ou atrapalha a MI. Ela é desenvolvida independentemente do sistema vigente porque ela é maior do que qualquer cultura e por isso, transforma a cultura. Se o governo é comunista, capitalista ou monárquico isso não tem a menor importância.

Agora existe um fato que é mais preocupante e que foi apontado por Herbert Butterfield, historiador Inglês nos anos cinquenta: a igreja sempre foi como um camaleão. Se o governo é republicano, ela é republicana; se o governo é monárquico, ela é monárquica. Ou seja, a igreja é conivente com o sistema. Tem alguns que não serão. Esses são os remanescentes fiéis e os que não dobram os joelhos para Baal.

Em sua opinião o que dará mais certo: uma igreja com programas e projetos de evangelização e discipulado ou uma igreja que treina seus membros para obedecerem a Cristo nas suas diferentes áreas da vida cívica?

Antonio Carlos - Uma coisa não elimina a outra. Ou uma coisa deveria incluir a outra. Os programas de discipulados na maioria das igrejas não passam de um tempo em que o aprendiz irá ouvir (não digo aprender) algumas fórmulas da nossa sagrada tradição evangélica. Irá ouvir que somos isso e não aquilo, que fazemos isso e não aquilo. O ensino é meramente formal, enche a cabeça de alguns conceitos que não podem ser usados para nada na vida prática.

A igreja deveria educar seus membros para que sejam pessoas libertas do pecado, do medo e da apatia. A maioria dos crentes é apática. O crente aprende desde cedo numa igreja evangélica que a sua função é frequentar um culto e dar o dízimo. Ninguém o desafia a ser uma agente de transformação na sociedade. Portanto, o que chamamos de discipulado pode ser chamado de qualquer coisa.

Quais as dificuldades da Igreja de hoje para vivenciar a missão integral?

Antonio Carlos - Acho que já respondi nas perguntas anteriores.Mas a maior dificuldade é a falta de entendimento a respeito de dois termos básicos: missão e missões. Quando eu vou a uma conferência missionária, eu participo de um evento que tem um foco: falar de missões. Isso inclui orar, ir, contribuir, conhecer, etc. Tudo ali gira em torno de missões, seja mono cultural ou transcultural.

Agora quando eu vou pregar sobre missão da igreja, os crentes e os pastores pensam que eu estou falando sobre missões. Aí eles fecham o filtro porque ninguém está muito interessado em missões. Eu não posso ser pastor ou líder se eu não entendo o que é missão, se eu não entendo que a missão é a razão de ser da igreja, que a natureza da igreja é missionária. Falta mais reflexão aos nossos líderes, eles deveriam pensar mais nisso.

Quais os seus conselhos aos líderes e pastores para repassar a visão da missão integral para sua igreja?

Antonio Carlos - Ver, julgar e agir.

Ver o que está à sua volta, ensinar sua igreja a ler a Bíblia e o mundo ao mesmo tempo e levar sua igreja a responder às necessidades que estão perto dela. Pelo menos isso. Não se preocupe em querer salvar o mundo. Salve o seu bairro, salve sua cidade.Agir em nome de Deus e com os recursos disponíveis. Fazer o que pode e o que não pode, ore a Deus. Ele é o Senhor dos recursos.Depois avalie o que foi feito, arrume o que pode ser arrumado.

Finalmente, convoque a comunidade e celebre os frutos da missão. Depois de celebrar (alguns podem chamar isso de culto) saia para o mundo em missão. Retorne para celebrar e volte ao mundo para missionar. Só isso.

Fonte: http://www.institutojetro.com/



Persecution in Vietnam

Pray for the persecuted!

The authorities keep a close eye on all Christian activities in the country. Church leaders are closely monitored and Christians are routinely questioned by security police, especially when they witness to others. In tribal areas, village and religious leaders report on Christian activity and often influence local government to take action against the increasing growth of the church. Evangelism and teaching are done secretively. There are reports that the army attacked two Christian Hmong villages this year, injuring at least 16 people.

Pray:

For believers from ethnic minority groups who are isolated and face the greatest challenges

For health and protection for travelling Bible teachers

For Open Doors training programs for women and youth and children’s workers.

Source: Open Doors USA


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Vamos orar pelo Turcomenistão!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

O País: Os cristãos são presos e multados. Casas e locais de culto sem registro são invadidos pela polícia. Apesar de tudo isso, a Igreja continua a crescer

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

Como na maior parte do continente asiático, o cristianismo difundiu-se no Turcomenistão por meio da Igreja Apostólica do Oriente, mas foi praticamente erradicado pelos exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central), que conquistaram a região e fizeram do islamismo a religião dominante.

As primeiras conversões de turcomanos aconteceram na década de 1990, pelo testemunho da Igreja protestante russa e pelo trabalho missionário. No início, os pequenos grupos de crentes foram formados como uma extensão da Igreja russa, mas logo estabeleceram sua própria identidade cultural.

O grau inicial de liberdade no país logo foi reduzido, e o governo começou a pressionar os cristãos. Muitos cristãos russos deixaram o país por causa do agravamento da situação e, assim, a Igreja ortodoxa sofreu perdas significativas.

Grande parte dos cristãos turcomanos mantém sua identidade religiosa em sigilo. Como a população é monitorada pelo governo, diferentes grupos de cristãos têm dificuldade em interagir. Isolados, sem materiais nem ensinamento, surgem interpretações erradas da Bíblia, heresias e falta de confiança mútua.

A Perseguição

A história da Igreja no Turcomenistão foi marcada por mártires no passado, mas atualmente há certa liberdade para a evangelização. Ainda assim, é comum que os cristãos sejam hostilizados pelos muçulmanos e enfrentem muitas restrições por parte do governo.

A maior parte dos templos das igrejas protestantes foi demolida na década de 1990. Todos os grupos religiosos do país devem se registrar, para que suas atividades não sejam consideradas ilegais. O processo para se obter registro foi facilitado em 2004, mas ser registrada não garante à igreja liberdade de culto. Os grupos não registrados são banidos.

Da mesma forma, é proibido publicar e distribuir livros cristãos. A importação desse material é censurada, sendo necessário ter uma aprovação do Comitê de Assuntos Religiosos para cada item.

Não pode haver Sociedade Bíblica no país, nem livrarias cristãs. Além disso, as leis proíbem qualquer tipo de trabalho missionário ou proselitista, principalmente com os muçulmanos. Embora oficialmente o governo não favoreça nenhum grupo religioso, tem financiado a construção de mesquitas pelo país.

Autoridades, clérigos e a sociedade pressionam os convertidos a voltarem ao islã. Isso ocorre de forma mais intensa na zona rural. Abandonar o islamismo significa negar a identidade turcomana. Assim, aqueles que trocam o islã e se tornam cristãos são acusados de trair a "fé de seus antepassados".

História e Política

O Turcomenistão situa-se na Ásia Central, às margens do Mar Cáspio, entre o Irã e o Cazaquistão. Desertos planos dominam quase todo o território turcomano, mas há a presença de montanhas ao sul do país. O nome do país significa “lar dos turcomanos”. Há também a hipótese de que seu nome faça referência a uma conversão em massa de 200 mil nativos ao islamismo no século X e, por isso, teriam recebido o titulo de Turk Iman, que significa “povo de fé ou de fé forte”.

Na antiguidade, muitos impérios dominaram as terras do atual Turcomenistão, como o Império Persa, Alexandre, o Grande, persas sassânidas, seljúcidas (século 12) e Genghis Khan (século 13). Nos séculos VII e VIII, a Ásia Central foi invadida pelos árabes muçulmanos e desde então o país passou por um processo de islamização. Os primeiros habitantes do país foram as tribos nômades turcas, que migraram da região do atual Cazaquistão a partir do século X.

O Império Russo começou a se expandir no século XVIII, passando a conquistar territórios da Ásia Central e da Europa Oriental. Em 1925 o país se tornou parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e permaneceu sob o poder dos comunistas até 1990.

O Turcomenistão se tornou um país independente em 22 de agosto de 1990. Desde então, o país só teve dois presidentes no poder: Niyazov, que governou de 1990 a 2006 e seu substituto, Kurbanguly Berdymukhamedov. O atual governo é, em tese, uma República Presidencialista, mas na prática é um Regime Presidencial Autoritário com os poderes concentrados na pessoa do presidente.

População

O povo turcomano se formou durante o período de domínio seljúcida, a partir da miscigenação de turcos oguzos com tribos nômades locais. Um grande número de turcomanos migrou para o Iraque ao longo da história; hoje, estima-se que haja mais de 4 milhões deles no norte do Iraque. Os principais grupos étnicos do país são os turcomanos, os uzbeques e os russos.

Economia

A economia do Turcomenistão é predominantemente agrícola: a agricultura é responsável por quase metade do produto interno bruto (PIB). O país conta com ricos depósitos de petróleo, gás natural, potássio, enxofre e sais. A produção industrial do país é amplamente dominada pelos setores de processamento de combustível e de algodão. Os principais setores da economia são controlados pelo Estado.

Motivos de oração:

- A Igreja turcomana precisa de bases mais sólidas. Ore pelo firme estabelecimento da Igreja no país e para que ela seja capaz de divulgar o evangelho por todo o Turcomenistão, atraindo um grande número de convertidos.

- A Igreja turcomana precisa trabalhar continuamente para melhorar a sua imagem e conquistar o respeito do povo. Ore e peça novas oportunidades para que os cristãos turcomanos possam criar boas relações entre a Igreja e o governo, talvez por meio de programas de desenvolvimento e de ajuda humanitária.

- O acesso às Escrituras é restrito. Peça a Deus para que o atual presidente abrande as leis que regem a publicação e importação de livros, a fim de que a Bíblia esteja ao alcance dos cristãos e seus compatriotas.

Fonte: Missão Portas Abertas



Missão Integral na Igreja - Reflexões sobre o Pacto de Lausanne

"6. A IGREJA E A EVANGELIZAÇÃO: Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas." (Pacto de Lausanne)


Leia o restante do Pacto de Lausanne nas publicações semanais de agosto a novembro de 2012, clicando aqui.

MISSÃO INTEGRAL NA IGREJA

Por Selma Frossard

Em certa ocasião, Jesus observou a multidão e percebendo-a aflita e cansada, "como ovelhas sem pastor", compadeceu-se delas e disse aos discípulos para que rogassem a Deus que mandasse trabalhadores para a sua seara (Mateus 9:36 a 38). Trabalhadores que cuidassem delas, que orassem por e com elas, que as olhassem nos olhos e perguntassem: "O que queres que eu te faça?", que as tocassem, que as alimentassem e as curassem física, emocional e espiritualmente. Tudo em nome de Jesus!

Isso é evangelizar. É proclamar, é viver o reino de Deus.

Reino de Deus, dentro de nós

Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: "Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:20-21). Dentro de vós! Aqui está a chave para a compreensão do que é importante para Deus. Não é o aparente; nem o visível. É o que está no coração, invisível, mas o real e o verdadeiro determinante de todas as nossas ações e reações. Trata-se da presença e da obra do Senhor Jesus atuando "dentro", no "meio" e "através" daqueles que crêem e confessam o Seu Nome. Dentro de cada cristão, entre os cristãos e através dos cristãos. O "através" é a igreja indo ao encontro das demandas e necessidades sociais, emocionais e espirituais do bairro, da comunidade, da cidade, da região, da nação onde está inserida e onde estão as pessoas.

Portanto, o grande desafio para a vivência de um cristianismo autêntico e verdadeiro é a expressão do Reino de Deus onde estamos, nos movemos e coexistimos (no tempo e no espaço). Este tempo se chama hoje e esse espaço se chama aqui. Como cristãos e como igreja somos chamados pelo Senhor Jesus a expressarmos o Seu reino aqui e agora.

Jesus, quando orou pelos discípulos, registrado em João 17, disse: "não vos peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal" (vs. 15.) Em outra ocasião, Jesus já havia dito: "e assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que eles vejam as vossas obras e glorifiquem a Deus que está nos céus" (Mat.5:16). E mais ainda, "Vós sois o sal da terra... a luz do mundo..." (Mat. 5:13-14).

Constatamos, claramente, que Jesus enfatiza que a igreja não pode viver alienada e indiferente aos fenômenos e fatos que ocorrem na sociedade, causando exclusão, opressão e tantas outras formas de sofrimento humano. Não se trata de "envolvimento" com o mundo secular e seus valores; trata-se de, sem perder a identidade cristã, identificar-se com as dores pessoais e existenciais vividas e experenciadas pelas pessoas.

Enquanto igreja devemos estar inseridos no contexto contemporâneo, denunciando práticas de pecado, de injustiças e anunciando o amor e a misericórdia de Deus, através de palavras e ações concretas, pois a igreja é a voz profética da denúncia e do anúncio. A palavra de Deus, o evangelho de Cristo, o poder do Espírito Santo, a Graça de Cristo têm que ser anunciadas em confronto à denúncia do pecado que distancia o ser humano de Deus e o faz egoísta, maledicente, violento, etc.

O Exemplo da Igreja Primitiva

Quando nos voltamos para os primórdios da denominada "igreja primitiva" observamos que a primeira atitude daqueles irmãos foi "perseverarem unânimes na oração" (Atos 1:14). Isto significa que começaram pela UNIDADE e pela ORAÇÃO e, como conseqüência tornaram-se ousados no anúncio da Palavra (Atos 4:31); em todos havia abundante graça (Atos 4:33); não existiam necessitados entre eles (Atos 4:34) e cresciam em número contando com a simpatia de todo o povo (Atos 2:4)

Mas, constatamos também que a Igreja não ficou restrita em si mesma e em seu grupo (Atos 3). Ela posicionou-se claramente em suas convicções de fé e não se abalou frente às ameaças e perseguições, fazendo diferença em seu contexto e momento histórico. O primeiro milagre realizado através de irmãos da igreja primitiva foi a cura do deficiente físico (coxo, no termo bíblico), a partir do testemunho de Pedro e João.

Pedro, como legítimo representante do reino de Deus, não se limitou a dar-lhe um "paliativo", não buscou amenizar-lhe o sofrimento. Poderia simplesmente ter-lhe dado algum dinheiro ou alimento, manifestando uma atitude caritativa e assistencialista, mas não! Foi muito mais além: deu o que tinha de melhor!

Respeitando-lhe profundamente como pessoa humana, fitou-lhe os olhos (Atos 3:4), declarou a cura em nome de Jesus e estendeu-lhe a mão (Atos 3:7), ajudando-lhe a firmar-se sobre as pernas ainda tão frágeis. A liberdade física abriu, para aquele homem, as portas para a libertação espiritual. Como conseqüência desse milagre, Pedro pôde falar a uma multidão sobre Jesus, da qual muitos se converteram. (Atos 4:4)

Mesmo sendo presos e perseguidos, eles não desistiram. A igreja primitiva impactou o contexto em que estava inserida. Não se intimidou. Aceitou os desafios! Unida, foi em direção às mazelas sociais libertando, curando, salvando vidas e transformando realidades.

Com o crescimento da igreja houve a necessidade da primeira divisão de ministérios: o ministério da oração e da palavra (Atos 6:4) e o ministério do serviço (Atos 6:2-3). Esse fato nos chama a atenção, pois demonstram que, desde seus primórdios, a Igreja já tinha como base de trabalho a evangelização e a ação social, ambas realizadas por "homens cheios do Espírito Santo".

A Igreja atual

A igreja, em suas origens, não ficou restrita em si mesma, teve uma atuação verdadeira e incisiva no meio social. E hoje? A igreja dos tempos atuais impacta o mundo? Fazemos parte da nossa comunidade evangélica para servir ou para sermos servidos? Vemos a igreja como um "grande balcão de ofertas de bençãos" onde, como "clientes", nos achegamos todos os domingos para pegar a nossa, ou nos vemos engajados nela para contribuir, de alguma forma, para que o mundo e a sociedade sejam impactados por sua ação? Eu faço diferença na igreja onde congrego? E a igreja? Faz diferença na sociedade? Faz diferença na minha cidade? No meu estado? No Brasil? O exercício do servir no reino de Deus começa com essa inquietação: "Que diferença fazemos na nossa comunidade?"

O desafio da Missão Integral

Somos uma igreja que acredita e exerce a missão integral?

"A Igreja com missão integral encarna os valores do reino de Deus e testifica o amor e a justiça revelados em Jesus Cristo, no poder do Espírito, em função da transformação da vida humana em todas as suas dimensões, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário." (René Padilha).

A igreja que exerce o ministério integral é aquela que se propõe a comunicar o evangelho mediante tudo o que é, diz e faz! É a Igreja que serve; que produz diferença na vida espiritual e no contexto social do povo e da nação! É a igreja que atua por amor a Deus e às pessoas; fruto e resultado do amor de Deus, que um dia nos resgatou e fez o Seu Espírito habitar em nosso espírito.

É este amor que deve nos constranger a nos voltarmos para o outro, alvo também do amor de Deus, e ajudá-lo em suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, com ações concretas. Enquanto igreja somos desafiados, pelos exemplos bíblicos, e pela realidade social que cotidianamente se apresenta aos nosso olhos, a nos posicionarmos nesse momento histórico, com todas as suas características e nuanças, como proclamadora do evangelho que "faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome; que liberta os encarcerados, abre os olhos aos cegos, levanta os abatidos, guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva." (Salmos 146: 7 a 9).

Como temos nos posicionado frente a esse desafio? Lembremo-nos que da obediência aos mandamentos de Deus, decorrerão bênçãos sem medida! (Isaías 58: 10 a 14)

Fonte: http://www.institutojetro.com/



Persecution in Turkmenistan

Pray for the persecuted!

All unregistered religious activity is strictly illegal here and obtaining church registration can be difficult, if not impossible. Police and the secret services monitor Christian activities. This strict surveillance makes it difficult for churches to teach the gospel. The local authorities are hostile towards Christians; dozens of believers were detained for short periods in 2011. The printing and importing of religious literature is effectively banned. Indigenous believers face open hostility of family and community and come under constant pressure to recant their faith.

Pray:

For Pastor Ilmurad who has been in prison since October 2010, sentenced to four years on false charges

For the translation of God’s Word into local languages

That government officials will be willing to register Turkmen churches and organizations.

Source: Open Doors USA


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Vamos orar pelo Butão!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

O País: Os cristãos são forçados a se reunir secretamente. Aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam oposição da família e da comunidade

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

O Butão permaneceu fechado ao cristianismo até 1965. Pelo testemunho fiel de cristãos no interior do país e na fronteira com a Índia, o número de convertidos cresceu de forma considerável nos últimos 25 anos. Infelizmente, o aumento nas conversões trouxe restrições.

Em 1969, a Assembleia Nacional aprovou uma resolução que afirma que nenhuma outra religião, além do budismo e o hinduísmo, seria reconhecida no país. Uma década depois, ela aprovou a legislação que proíbe outras religiões de evangelizar, embora as atividades privadas sejam permitidas.

Desde outubro de 2000, o governo do Butão parece ter empreendido uma campanha contra a minoria cristã no país.

Como os templos para igrejas são ilegais, os cristãos reúnem-se em casas. As pesquisas variam quanto à estimativa da população cristã. Acredita-se haver entre 7 e 10 mil convertidos no país, cuja maioria está na capital, Timphu. Enquanto a maioria deles é pentecostal, as igrejas domésticas e as redes às quais pertencem são independentes umas das outras.

Poucos esforços evangelísticos são realizados para com a etnia drukpa, que compreende 68% da população. Há poucos convertidos entre eles; um líder cristão afirma haver não mais que 700 drukpas convertidos no país. Os poucos grupos e igrejas missionários que operam no Butão estão mais concentrados na etnia lhotshampa, mais receptiva – etnia de ascendência nepalesa.

Infelizmente, desunião e desconfiança flagelam a Igreja butanesa. Há a formação de zonas de influência e também existe suspeita entre os grupos das Igrejas. Alguns praticam o chamado "roubo de ovelhas", fazendo discípulos entre os que já são convertidos. Há grande necessidade de líderes treinados.

A Perseguição

A perseguição no Butão não é sistemática. Atrocidades, como agressões físicas e prisões, são esporádicas. Existe discriminação das autoridades para com obreiros cristãos, mas não é elevada. Os cristãos butaneses sofrem pressão a partir de três fontes principais: o governo, a sociedade e o budismo. Atualmente, esta vertente budista Drukpa Kagyupa ainda é a religião oficial do país. Ela vigora no Butão desde o século XIII.

Os inúmeros mosteiros com seus milhares de monges desempenham um papel importante de centros da mais elevada cultura, mantendo vivas as tradições. Os monges são requisitados para atuar como médicos e para celebrar a maioria dos eventos sociais, como casamentos e funerais. Além disso, eles também são convocados para analisar horóscopos e para realizar os importantes rituais religiosos ligados a cada detalhe da vida cotidiana butanesa.

A influência dos mosteiros e dos monges na sociedade cria uma barreira cultural ao evangelho. Divulgar qualquer outra religião sob qualquer forma é um ato ilegal. O governo pressiona os cristãos para que se convertam ao budismo. Aqueles que se recusam são discriminados e passam por um tempo difícil, quando têm seus documentos ou licenças retidos. As crianças cristãs também sofrem na escola por causa de sua fé. Além de ser marginalizada socialmente, a Igreja butanesa é alvo frequente da perseguição do governo.

Só se permite que os convertidos pratiquem sua fé em reuniões particulares nas casas, mas não a ponto de propagar a fé, nem de construir templos. Os edifícios das igrejas podem ser derrubados sem nenhum motivo e acusações falsas às vezes são feitas contra cristãos. Pastores e evangelistas já foram detidos, encarcerados, torturados e mortos.

A maior parte da perseguição acontece em áreas onde os monges budistas opõem-se à presença de cristãos. Isto tem forçado os convertidos a reunir-se de forma secreta, limitando suas atividades para não despertar a raiva dos monges budistas.

História e Política

Conhecido como Druk-Yul ou "A Terra do Dragão Rugidor", o pequeno reino do Butão está localizado no alto da Cordilheira do Himalaia, em uma encosta, seis mil metros abaixo das altas montanhas cobertas de neve que o separam do Tibete, uma das cinco regiões autônomas da China. O nome Butão significa “País Alto” no idioma local.

A ocupação do Butão ocorreu ao longo dos séculos, a partir de uma série de ondas migratórias provenientes das áreas vizinhas, especialmente do Tibete. A tradição situa o início da história do Butão no século VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construiu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, introduziu-se o budismo tântrico* pelo Guru Rimpoche, "O Mestre Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa. Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibete e muitos aristocratas vieram instalar-se nos vales do Butão, onde estabeleceram o seu poder feudal.

A história do país está intrinsecamente ligada às atividades religiosas. No Butão estabeleceram-se duas correntes do budismo, embora antagônicas. A sua coexistência foi interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel, que, fugindo do Tibete, no século XVII, unificou o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se o primeiro Shabdrung (título atribuído aos grandes líderes) do Butão – "aquele a cujos pés todos se prostram". Ele mandou construir as mais importantes fortalezas do país, que serviram para impedir as invasões mongóis e tibetanas. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigorou até 1907, em que o poder foi administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.

Um desses governadores, o "Penlop" de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiu dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país. Em 1907 foi coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.

Em 1950 a China Comunista invadiu o Tibete, reclamando para si o reino do Butão, por considerá-lo parte integrante do Tibete. A Índia discordou desse posicionamento do governo chinês, assegurando dessa forma a independência política do reino do Butão. O país viveu isolado do mundo durante muitos séculos, como uma forma de preservar a cultura budista de influências estrangeiras.

Atualmente o Butão está em um período de transição entre a monarquia budista absoluta e a democracia multipartidária. Entretanto, muitos butaneses gostariam que o rei Jigme permanecesse no poder.

Segundo uma pesquisa feita em 2005 pelo Centro de Estudos do Butão, 68% da população está muito satisfeita com sua vida.

A primeira Constituição do país foi ratificada em julho de 2008. Ela é baseada em princípios budistas, e sua teologia se materializa na forma de um compromisso do Estado em maximizar "a felicidade geral da nação". Direitos e responsabilidades expressos na Constituição são provenientes, em sua maioria, da cultura budista.

*O Budismo Tântrico surgiu no século VI e tem como base os textos conhecidos como Tantras. As suas bases fundamentais são a meditação, o ritual, o simbolismo e a magia.

População

A população divide-se em quatro culturas principais: tibetana, indiana, sul-asiática e nepalesa. Na década de 1990 eclodiram conflitos étnicos no país, quando seus habitantes de origem nepalesa reivindicaram direitos iguais aos demais cidadãos butaneses.

Nas décadas de 1980 e 1990, milhares de butaneses de origem nepalesa praticantes do hinduísmo se refugiaram na Índia e no Nepal, devido à pressão do governo, que, de maneira arbitrária, impunha sobre a população a cultura, costumes e religião butaneses. Essa etnia compõe atualmente cerca de 35% da população butanesa.

Economia

A área central do Butão é seu coração cultural e econômico. A política governamental segue a receita de um desenvolvimento sustentável que permite a preservação dos recursos naturais.

Quase toda a população está envolvida na pecuária e na agricultura de subsistência, sendo o arroz a principal cultura. No que concerne ao meio ambiente, o país tem sido considerado um dos mais ricos do mundo, mas isto não repercute em sua economia.

Montanhas pedregosas dominam o terreno e dificultam a construção de estradas e outros tipos de infraestrutura.

A economia butanesa é alinhada à da Índia, através de forte comércio e laços monetários. O Butão também depende da assistência financeira da Índia.

Motivos de oração:

- Ore para que Deus abençoe e proteja os cristãos que compartilham sua fé, fazendo o testemunho sobre Jesus mais efetivo.

Fonte: Missão Portas Abertas



O Evangelho integral - Reflexões sobre o Pacto de Lausanne

Nos últimos meses foram publicados nesta página do Instituto Ágape os tópicos constantes do Pacto de Lausanne, com indicação dos textos bíblicos que fundamentaram as conclusões.

O Pacto foi elaborado na Suíça, em 1974, por representantes da Igreja de Cristo vindos de mais de 150 países, a partir de uma convocação de Billy Graham. Entre conferencistas estava estavam Samuel Escobar, Francis Schaeffer, Carl Henry e John Stott. Tratou-se de uma grande expressão de unidade e de amor pelo Senhor, pela Igreja e pelas nações.

Clique aqui e acesse as publicações semanais.

Publicaremos, além desta, outras três reflexões sobre o Pacto de Lausanne, em especial, sobre o tema da Missão Integral da Igreja.

A primeira delas é de Ed Renê Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca.


O EVANGELHO INTEGRAL

Por Ed Renê Kivitz


"O evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens".

[do Pacto de Lausanne]

. O paradigma da missão integral

O movimento da missão integral, ou teologia da missão integral, popularizado após o Congresso Internacional de Evangelização Mundial realizado em Lausanne, Suiça, em 1974, ganhou as ruas no Brasil somente depois que o Pacto de Lausanne foi publicado em português, dez anos após sua elaboração.

Desde então a expressão missão integral ficou restrita ao debate a respeito da relação entre evangelização e responsabilidade social, e chegou aos nossos dias tão reduzido que qualquer igreja que tem uma creche acredita estar “fazendo missão integral”.

Evidentemente isso é uma distorção do conceito em seus termos originais, até porque o Pacto de Lausanne é uma síntese de muitos outros documentos e de um riquíssimo debate teológico, pastoral e missional que correu pela América Latina, inclusive anos antes de Lausanne, como por exemplo no primeiro Congresso Latino-Americano de Evangelização (CLADE I), em Bogotá, 1969, e no surgimento da Fraternidade de Teólogos Latino-americanos (FTL), em Cochabamba, 1970.

O fato é que missão integral se tornou um conceito atrelado a ideias como (1) tarefa, pois é missão, e nesse sentido é menor do que o conceito de vivência ou experiência pessoal e comunitária da fé; (2) ação proselitista: ação que visa a conversão; (3) ação em favor dos pobres: diaconia, projetos sociais, atuação para mudanças das estruturas sociais; e a (4) polarização ou integração dos temas evangelização e responsabilidade social da igreja. Em outras palavras, o senso comum associa missão integral com evangelização somada à ação social, com uma perspectiva reducionista, apesar de lógica: comprometa-se com as causas da justiça social tanto para adquirir o direito de anunciar o Evangelho quanto para dar credibilidade às suas ações evangelísticas, pois o que importa mesmo é a conversão das pessoas e o crescimento da igreja.

Uma reflexão a respeito do conceito mais fundamental da teologia ou movimento da missão integral, expresso no tema central do Pacto de Lausanne, a saber, o evangelho todo para o homem todo, nos levará muito além das fronteiras definidas pela relação evangelização e responsabilidade social.

. O paradigma do evangelho integral

Para quebrar o paradigma missão integral = evangelização + responsabilidade social, proponho a substituição do termo missão integral por evangelho integral. Por evangelho integral quero dizer:

. o evangelho como lente para leitura da vida em sua totalidade

. o evangelho aplicado a todas as dimensões do humano

. o evangelho aplicado a todas as dimensões da vida

. o evangelho aplicado a todas as dimensões das relações humanas

. o evangelho aplicado a todas as dimensões da vida em sociedade

. o evangelho como realidade que afeta todas as dimensões do universo criado

Observe que alguém facilmente diria que um projeto social está relacionado com missão integral, mas dificilmente consideraria um encontro de casais realizado num hotel 5 estrelas como um projeto de missão integral. A organização de um centro comunitário é imediatamente percebido como ação de missão integral, mas um sarau com muita música e leituras de Fernando Pessoa e Adélia Prado exigiria muita explicação para que fosse associado à missão integral. O senso comum diria que o médico que dedica um final de semana para trabalho voluntário numa comunidade da periferia da cidade está fazendo missão integral, mas diria que o mesmo médico, cobrando R$ 700,00 por uma consulta em seu consultório, está realizando seu trabalho secular (não religioso), ou, no máximo, ganhando dinheiro para financiar projetos de missão integral.

É urgente ampliarmos o horizonte de reflexão. Extrapolar os limites definidos pelo debate evangelização/responsabilidade social e mergulharmos nas implicações das relações sagrado/profano e religioso/não religioso para a vivência da espiritualidade cristã pessoal e comunitária.

. O sagrado e o profano

Os termos sagrado e profano são amplamente discutidos pelos teóricos das ciências da religião, como Mircea Eliade, Émile Durkheim e Rudolf Otto. Para esses teóricos, sagrado é basicamente aquilo que porta uma manifestação do divino ou do transcendente, que Otto, por exemplo, chama de numinoso ou mysterium tremendum, e Eliade considera ser de uma ordem diferente ou de uma realidade que não pertence ao mundo natural. Nesse sentido, profano não está necessariamente associado a sujo, demoníaco, diabólico ou oposto a Deus. Profano é apenas e tão somente toda a ordem natural que não comporta uma manifestação ou relação com o divino, sobrenatural ou transcendente.

Em termos simples, a partir de uma perspectiva religiosa cristã, considero sagrado tudo aquilo que está de acordo com o caráter e os propósitos de Deus ou que a Deus esteja relacionado de maneira direta e intencional. Profano seria, então, aquilo que é neutro ou até mesmo está em oposição ao que é sagrado, isto é, aquilo que não está de acordo ou não está relacionado de maneira intencional e direta com o caráter e os propósitos de Deus.

A relação das expressões religioso/não religioso e sagrado/profano nos remete imediatamente à compreensão de que, assim como existe uma dimensão sagrada no espaço não religioso, existe também uma dimensão profana no espaço religioso.

O chamado cristão é para que todas as dimensões da vida sejam santificadas – tornadas sagradas, isto é, desenvolvidas e experimentadas de modo a se conformarem ao caráter e aos propósitos de Deus. O evangelho integral é a expressão que passo a usar para me referir ao desafio de sujeitar a Deus todas as dimensões da existência humana.

Voltando aos exemplos anteriores, um encontro de casais realizado num hotel 5 estrelas, um sarau com muita música e leituras de Fernando Pessoa e Adélia Prado, e a consulta médica ao valor de R$ 700,00 podem perfeitamente ser atividades sagradas, isto é, desenvolvidas de acordo com o caráter e os propósitos de Deus, sendo, portanto, vivências do evangelho integral.

. O espírito da coisa

A expressão evangelho integral representa melhor o espírito de Lausanne e do movimento da missão integral, a saber: o evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens.

Fonte: EdReneKivitz.com



Persecution in Buthan

Pray for the persecuted!

As the country moves from an absolute to a constitutional monarchy, the situation is likely to change for believers. The church in Bhutan is no longer an underground church, since Christians are allowed to meet in private homes without any interference from the authorities. However, Christians in remote villages encounter more difficulties. The government is exploring possibilities for church registration, but is also concerned about preventing evangelism and is considering an amendment to the penal code aimed at prohibiting ‘conversion by coercion or inducement’.

Pray:

Thank God that there have been no reports of Christians being arrested, physically harmed or otherwise badly treated in the past year

That the transition to a more democratic rule will mean positive changes for Christians For training opportunities for Sunday school teachers and unity among pastors.

Source: Open Doors USA


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Vamos orar pelo Sudão!

Separe cinco minutos para ler e orar pela Igreja Perseguida!

Uma campanha do Instituto Ágape de Evangelismo e Missões, em apoio ao trabalho da Missão Portas Abertas e aos cristãos perseguidos por causa do Evangelho.

A Igreja e a Perseguição Religiosa

A Igreja

O cristianismo teria chegado ao Sudão (Núbia) por volta do século III, devido à influência cristã de seu vizinho (Egito) e de outros territórios da África dominados pelo Império Bizantino. No século VI, o rei Dongola se converteu ao cristianismo de origem copta (egípcio).

A conversão do rei colaborou para que missionários cristãos convertessem todo o Sudão por volta do século VI, mas forças islâmicas subjugaram completamente os reinos cristãos nos séculos XIII e XIV.

Atualmente, o país é o lar de milhões de cristãos, estimados em quase 20% da população. Eles se concentram principalmente na região sul, onde se acredita que 80% dos habitantes pratiquem o cristianismo.

A Perseguição

Apesar da intensa perseguição, os cristãos sudaneses têm realizado ministérios significativos, com Cruzadas evangelísticas na capital, Cartum, e igrejas se multiplicando rapidamente no sul do país. Apesar do risco substancial, diversas organizações estrangeiras oferecem ajuda humanitária, literatura e treinamento à igreja sudanesa.

As campanhas coercitivas de islamização promovidas pela Frente Islâmica Nacional (FIN) e dirigidas primariamente aos cristãos e animistas negros do sul do país constituem um dos ataques mais cruéis à igreja cristã de que se tem notícia no mundo. Há uma ampla e atualizada documentação que denuncia a venda de cristãos como escravos a comerciantes árabes do norte do Sudão, a separação de famílias, a imposição coercitiva da fé islâmica a crianças cristãs, a total destruição de igrejas e o uso de tortura. Relatos ainda revelam a prática da “crucificação” de cristãos, que consiste no espancamento de pessoas amarradas em cruzes.

Ao longo dos últimos anos, nove instituições católicas foram demolidas ou confiscadas. Além disso, pastores são detidos e encarcerados sob falsas acusações, e já houve casos de prisão e condenação à morte de muçulmanos convertidos ao cristianismo.

Os cristãos estão enfrentando muitas ameaças que vem da sociedade, majoritariamente islâmica, e do governo. Os líderes das igrejas disseram que o governo está endurecendo ainda mais o controle sobre as igrejas e existe o desejo das autoridades de eliminar o cristianismo do país.

História e Política

O Sudão é o maior país da África, localizado no centro-leste do continente. Seu território divide-se em duas regiões bem distintas: uma área desértica ao norte e uma área de savanas e florestas tropicais ao sul. O nome Sudão deriva da expressão árabe Bilad-al-Suden, que significa “país ou terra dos negros”.

A história do Sudão tem uma forte ligação com o Egito: quando houve a unificação do Baixo e Alto Egito no terceiro milênio a.C., quase toda a região banhada pelo Rio Nilo foi dominada pelos egípcios. Na antiguidade, o Sudão era conhecido como Núbia (considerada a mais antiga civilização da África) e seus habitantes foram denominados etíopes, primeiro pelos gregos e depois pelos romanos.

Os árabes muçulmanos chegaram à Núbia no século VII com a intenção de pregar o islamismo, mas os cristãos dali fizeram um acordo para conseguir manter sua religião intacta. Esse acordo durou mais de 600 anos e implicava o pagamento de um tributo anual de 400 escravos.

No século XIII, porém, os muçulmanos mamelucos investiram pesado para impor a religião islâmica e, dessa forma, aumentar sua influência e poder no país. Os mamelucos conseguiram dominar toda a Núbia: derrubaram o rei cristão Dongola, colocando um príncipe muçulmano em seu lugar, e aboliram o tributo. Nos cinco séculos seguintes, o Sudão foi governado por reis muçulmanos.

Conflitos entre o Egito, o Sudão, a Etiópia e a Grã-Bretanha deram origem a um domínio anglo-egípcio na região, que se iniciou em 1899. Tal domínio sobreviveu às duas Guerras Mundiais e adentrou a década de 50, quando o crescente sentimento nacionalista levou o Sudão à sua completa independência em 1956.

Após a obtenção de sua autonomia, o país foi rapidamente devastado por uma guerra civil que durou quase vinte anos, seguida de uma década de paz frágil e delicada. O conflito recomeçou nos anos 90, quando fundamentalistas islâmicos tomaram o poder e impuseram novas leis, estabelecendo a sharia em todo o território sudanês. Cristãos que habitavam o sul do país protestaram e, ao ser ignorados, partiram para o conflito armado.

A Separação - Norte e Sul

Esse período de 50 anos de guerra civil (1955-2005), com um breve intervalo de 11 anos, teve como pano de fundo razões políticas, econômicas e religiosas.

Economicamente o Sul do país, de maioria cristã, é mais rico em reserva de petróleo e recursos naturais que o Norte, exigindo mais autonomia política. Já o Norte, de maioria muçulmana, queria autonomia sobre todo o território sudanês, exigindo que todo o país fosse submetido à legislação islâmica, a Sharia. Além disso, é no norte que se encontram os portos de exportação de petróleo, o que torna uma região (ou país) dependente da outra. A soma total de mortos no conflito é de aproximadamente 2 milhões de sudaneses, tendo se encerrado em janeiro de 2005, com um acordo de paz entre o Norte e o Sul do país.

Tal acordo de paz foi fundamental para a pretensão do Sul de se separar do Norte, e, no dia 9 de julho de 2011, foi criado o Sudão do Sul. Há ainda em jogo muitas questões entre o Sudão do Sul e o Sudão (norte) que podem gerar um conflito militar, como demarcação de fronteiras, dívida externa, transações bancárias, transportes de uma região a outra e o controle sobre a região de Abyei.

A Fome

O Sudão é um dos países mais pobres do mundo e os cristãos são os que se encontram em pior situação entre a população sudanesa. Quase 2,4 milhões de sudaneses estão ameaçados pela fome causada pela seca e pela guerra civil que terminou em 2005.

Os combatentes desalojam a população civil, roubam os rebanhos e incendeiam vilarejos. Além disso, terras férteis estão improdutivas em função da constante movimentação da população, que foge das áreas de conflito. Apesar dos esforços realizados pelo Programa de Alimentação Mundial das Nações Unidas, como o envio de 15 mil toneladas de alimentos em agosto de 1998, pouca ajuda chega aos refugiados famintos.

Tal situação é explicada em parte pela atitude constante do governo de Cartum de reter as remessas humanitárias como retaliação aos ataques das forças rebeldes do Sul. Além disso, muitas tropas rebeldes acabam distribuindo a comida para seus próprios soldados, contribuindo para o desvio dos alimentos.

População

A população do Sudão é composta do diversos grupos étnicos. Juntas, as populações do Norte e do Sul somam quase 55 milhões de pessoas.

O islamismo é praticado por 70% dos sudaneses. Uma considerável minoria - cerca de 10% - continua a seguir crenças e tradições tribais. Muitos dessa minoria estão se voltando ao cristianismo.

Com a divisão do país em Sudão do Sul e Sudão (norte), o Sul ficou com uma população majoritariamente cristã e animista, e o norte, muçulmana.

Economia

O petróleo é um dos principais gêneros de exportação do Sudão, mas o setor agrícola corresponde a 80% da força de trabalho do país, sendo seus principais produtos o algodão e a goma arábica.

O desenvolvimento industrial do país ainda é muito limitado e os vários anos de guerra civil contribuíram para o não crescimento econômico neste setor. Nos últimos anos, o país investiu pesado na indústria militar.

Motivos de oração:

- Para que haja efetiva liberdade religiosa no país.

- Pela estrutura sócio-econômica, sendo reduzida a pobreza e a desigualdade.

- Pelo fortalecimento e crescimento da minoria cristã ali existente.

Fonte: Missão Portas Abertas