"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

Conheça o testemunho de Tara, uma cristã bengali

A Portas Abertas encontrou Tara, 30, em uma localidade não revelada no dia 2 de fevereiro, quatro dias após ser muito agredida por mulheres muçulmanas no distrito de Kushtia, a oeste de Bangladesh, a 180 quilômetros da Cidade de Dhaka.

“Elas me bateram como se eu fosse um animal. Eu gritei. Então, alguém me atingiu na testa e caí inconsciente. Quando acordei, encontrei-me deitada em um leito de hospital”, compartilhou Tara a uma colaboradora da Portas Abertas. Inicialmente, Tara se recusara a receber visitas por temer sofrer mais perseguição.

O marido de Tara, Abdul Rashid, 40, não estava perto quando ela foi agredida. Entretanto, seus dois filhos Shakkhor, 10, e Tuhin, 7, testemunharam o incidente que os deixou traumatizados.

“Quando voltei para casa, achei minha esposa inconsciente e sangrando de um ferimento na testa”, disse Rashid. “Nossos filhos estavam chorando. Eu não soube a história completa até minha esposa recobrar a consciência”.

“Ouvi meus vizinhos falarem que iriam nos agredir mais para evitar que pessoas do vilarejo se tornassem cristãs”, continuou. “Não estou preocupado comigo mesmo, mas temo por minha esposa e filhos”.

Nascido e criado em uma família muçulmana, Rashid era um estudante universitário quando ouviu sobre Cristo através de um de seus amigos mais próximos. Por muitos anos, ele estudou o injil (Bíblia) e outros livros religiosos, que aumentaram sua curiosidade sobre o cristianismo. Em 1º de novembro de 2011, Rashid decidiu colocar sua fé completamente em Jesus Cristo, tornando-se Seu seguidor.

Além de sua principal ocupação como vendedor de peixe, Rashid queria compartilhar o mesmo perdão e esperança que experimentara em Cristo com outras pessoas. Ele viu esta oportunidade no programa de alfabetização da Portas Abertas. Então, participou dos três dias de treinamento para alfabetizadores em 18 de janeiro e voltou para Kushtia com uma expectativa no coração, trazendo consigo seu novo material de ensino. No dia seguinte, ele abriu um curso de alfabetização em sua casa. Embora a turma fosse feita principalmente para trabalhadores rurais, Rashid recebeu também muçulmanos que queriam aprender a ler e a escrever.

“Ele distribuiu os livros escolares entre seus alunos”, relatou a colaboradora da Portas Abertas, “mas, após dois ou três dias, alguns dos alunos muçulmanos notaram que os livros possuíam conteúdo cristão. Logo espalhou-se a notícia no vilarejo de que Rashid estava usando suas aulas de alfabetização para converter muçulmanos”.

Na noite de 29 de janeiro, enquanto Rashid estava trabalhando, um grupo de mulheres muçulmanas veio ao encontro de Tara para confirmar se ela e seu esposo eram cristãos ou não. De acordo com Tara, as mulheres eram ríspidas em seus questionamentos e a agrediram verbalmente. Tara admitiu que teria respondido às provocações, o que fez com que as mulheres muçulmanas começassem a espancá-la severamente.

A realidade dos ex-muçulmanos

O que aconteceu a Tara é uma realidade para os cristãos de origem muçulmana de Bangladesh. A constituição do país assegura proteção à liberdade religiosa, mas a discriminação e o assédio continuam contra as minorias, quer sejam étnicas ou religiosas. Tais incidentes raramente são relatados pela mídia local ou nacional.

Embora novos convertidos a Isa (Jesus) experimentem diferentes formas de perseguição em Bangladesh, “é incomum que mulheres muçulmanas sejam as principais agressoras”, disse o contato que se encontrou com Tara. “As agressoras de Tara eram donas de casa como ela”, observou. A Portas Abertas ajudou a prover a hospitalização de Tara e custeou as despesas com o tratamento médico.

Dois dias após o ataque a Tara, os muçulmanos do vilarejo pediram uma “reunião de reconciliação” com Rashid. Quando ele confirmou que tinha se tornado cristão, a maioria dos muçulmanos presentes saiu da reunião, sem chegar a nenhuma resolução.

“Minha esposa me disse para apresentar uma queixa na delegacia de polícia, mas estou hesitante no momento”, disse Rashid. “Estou orando seriamente para que Deus nos ajude a carregar esta cruz. Tenho fé de que as tensões irão se acalmar e que as pessoas irão abrir suas mentes”.

A família ainda se encontra em situação precária. Rashid parou com as aulas de alfabetização em sua casa para cuidar de Tara. O casal também está preocupado com o ensino dos filhos que pode ser interrompido a qualquer momento. “A despeito do que aconteceu, Rashid parece inabalável em sua fé. De fato, ele está procurando um local seguro onde possa continuar suas aulas de alfabetização”, relatou a visitante da Portas Abertas.

O ministério de Portas Abertas em Bangladesh encoraja os cristãos de todo o mundo a orar pela cura completa de Tara e para que a provisão e proteção de Deus cerquem Rashid e sua família nas semanas e meses que virão.

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Fonte: Missão Portas Abertas