"Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência..."

Kairos em Ermesinde/Porto - Portugal (04 a 12 de fevereiro, 2015)


CONVITE: Kairos em Ermesinde/Porto - Portugal
(04 a 12 de fevereiro, 2015)

O curso Kairos é uma jornada de capacitação em evangelismo e missões, desenvolvida para educar, inspirar e desafiar cristãos, para que participem ativamente no cumprimento da Grande Comissão.

Internacionalmente, Kairos é vinculado à Living Springs International. O curso tem sido divulgado em língua portuguesa sobretudo pela SEPAL - Servindo aos Pastores e Líderes / OC - One Challenge International, sendo a equipe formada por pessoas de diferentes origens denominacionais e países.

O curso, embora seja profundo e aborde aspectos relevantes para a vida cristã, é simples e dinâmico, sendo utilizadas várias ferramentas de aprendizagem, tais como: grupos de crescimento, aulas, devocionais, vídeos, intercessão pelos não alcançados e muito mais.

O Curso Kairos é ministrado por uma equipe de facilitadores habilitados e é dividido em quatro áreas: bíblica, histórica, estratégica e cultural. Kairos é uma jornada de aprendizado com duração de 50 horas, sendo 25h em sala e 25h em atividades complementares.

A formação será realizada pela primeira vez em Portugal, com uma equipe internacional de facilitadores.


PROGRAMAÇÃO: Curso Kairos - dias 04-12 de FEVEREIRO - Ermesinde/Porto - PT

Horários:
04 fev. Quarta 20:00-22:30
05 fev. Quinta 20:00-22:30
06 fev. Sexta 20:00-22:30
07 fev. Sábado 8:30-19:00
09 fev. Segunda 20:00-22:30
10 fev. Terça  20:00-22:45
11 fev. Quarta 19:00-22:50
12 fev. Quinta 19:30-23:00

Local:
Rua de Ermesinde, 432, Ermesinde/Porto, Portugal

Contactos: Samuel Paulo
Telemóvel. 919 025 889


PROCEDIMENTO DE INSCRIÇÃO

1. O processo de inscrição será iniciado através do envio de e-mail para o seguinte endereço: cursokairos@gmail.com. Seu e-mail será respondido com a ficha de inscrição para ser devidamente preenchida.

2. Após o preenchimento, será necessário efetuar o depósito na abaixo indicada no valor de EUR25,00, correspondente à inscrição no curso, e que inclui, além do curso que será ministrado, o material didático, os lanches nos intervalos e as atividades especiais (o valor não cobre almoço, hospedagem ou transporte até o local).
NIB. 0010 0000 34948820001 83

3. Após feito o depósito, enviar cópia do comprovante para os e-mails:


MAIORES INFORMAÇÕES


FORMAÇÃO DE FACILITADORES (Ermesinde/Porto - Portugal, 13 e 14 de fevereiro, 2015)

Kairos é uma ferramenta de capacitação transferível. Os interessados em se tornarem facilitadores do curso, receberão uma formação nos dias 13 e 14 (sexta e sábado) - período integral.

Caso tenha interesse em participar, entre em contacto conosco (samuel.caminho@gmail.com; cursokairos@gmail.com).


CURSO KAIROS


  Educando, Inspirando e  Desafiando a Igreja para o Alcance dos Não Alcançados.


 
Agosto foi um mês especial para nós do Instituto Ágape! Participamos da realização de mais uma edição do Curso Kairós e do lançamento nacional do Curso Kairós Jovem, direcionado à juventude! Vejam as fotos das turmas! São projetos de mobilização missionária da igreja de Cristo!
 Turma Curso Kairós Regular
 
 
 
 
Turma Curso Kairós Jovem
 
 
 
 
Fique de olho que este ano ainda tem mais!!
 
Mais informações clique aqui: Curso Kairos

 
FAÇA PARTE DESTE
MOVIMENTO!



LANÇAMENTO KAIROS JOVEM NO BRASIL EM UBERLÂNDIA





Você já pensou em fazer a diferença na Grande Comissão?
 
E ser usado por Deus em algum lugar que pode não ser o Brasil?
 
Se você tem entre 14 e 18 anos e deseja conhecer mais sobre missões e ainda como você pode ajudar no alcance das nações descubra como, neste incrível Curso kairos Jovem! Pela 1º vez no Brasil!
 
Faça sua inscrição! As vagas são limitadas!
Local: Chácara Mansões Aeroporto - Alameda Kilimanjaro, 430
Investimento: R$ 50,00 (incluso material, alimentação e hospedagem)

Inscrições / Informações:

Noemi: (34) 9149-7994
Douglas: (34) 9273-6069

e-mail: cursokairosbrasil@gmail.com

CURSO KAIRÓS - DIAS 01-03 / 08-10 DE AGOSTO - UBERLÂNDIA - MG

O Curso Kairós é uma jornada de capacitação em evangelismo e missões, desenvolvida para educar, inspirar e desafiar cristãos para que participem ativamente do cumprimento da Grande Comissão.

Internacionalmente, o Curso Kairós é vinculado à Living Springs International. No Brasil, somos associados ao Instituto Ágape de Evangelismo e Missões e à Sepal - Servindo aos Pastores e Líderes, sendo que nossa equipe é formada por pessoas de diferentes origens denominacionais e missionários de diferentes agências.

O curso, embora seja profundo e aborde aspectos dos mais relevantes para a vida cristã, é simples e dinâmico, sendo utilizadas várias ferramentas de aprendizado, tais como: grupos de crescimento, aulas, devocionais, videos, intercessão pelos não alcançados e muito mais.

O Curso Kairós é ministrado por uma equipe de facilitadores habilitados e é divido em quatro áreas: bíblica, histórica, estratégica e cultural. Kairós é uma jornada de aprendizado com duração de 50 horas, sendo 25h em sala e 25h em atividades complementares.

Nossa visão: "Toda a Igreja mobilizada para a missão transcultural, alcançando os não-alcançados".

Nossa missão: "Apresentar o Curso Kairós à Igreja com excelência, encorajando o surgimento de estratégias e movimentos missionários".

Curso Kairós - dias 01-03 / 08-10 de AGOSTO (dois finais de semana) - Uberlândia - MG

Local: II Igreja Presbiteriana de Uberlândia
Endereço: Rua Rivalino Pereira, 384, Bairro Martins
Contato e inscrições: cursokairosbrasil@gmail.com

Dânia: (34) 9976-9922
Douglas: (34) 9273-6069
Henrique: (34) 8891-7892

Horários:
01 de Agosto (Sexta) - 19:00-21:30
02 de Agosto (Sábado) - 9:00-12:00 e 14:00-18:00
03 de Agosto (Domingo) - 9:00-12:00 e 14:00-17:00

08 de Agosto (Sexta) - 19:00-21:30
09 de Agosto (Sábado) - 9:00-12:00 e 14:00-18:00
10 de Agosto (Domingo) - 9:00-12:00 e 14:00-17:00


Procedimento de inscrição:

1. O processo de inscrição será iniciado através do envio de e-mail para o seguinte endereço: cursokairosbrasil@gmail.com , seu e-mail será respondido com a ficha de inscrição para ser devidamente preenchida.

2. Após o preenchimento, será necessário efetuar o depósito na conta do Instituto Ágape no valor de R$100,00, correspondente à inscrição no curso, e que inclui, além do curso que será ministrado, o material didático, os lanches nos intervalos e as atividades especiais (o valor não cobre almoço, hospedagem ou transporte até o local).

           Banco: Santander / Agência: 3342 / Conta: 13000243-3

3. Após feito o depósito, enviar cópia do comprovante para os e-mail informados anteriormente.

Para maiores informações sobre o Curso Kairós, clique aqui ou entre em contato:

cursokairosbrasil@gmail.com


OS MENOS ALCANÇADOS DO BRASIL

Deus chamou toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de 2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.

No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico.


1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho1. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste2.

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas3 ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.

3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de 700.000 Ciganos Calon no Brasil5 e apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias.

4. Sertanejos
Louvamos a Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém, ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica6.

5. Quilombolas
Formados por comunidades de afrodescendentes que se alojaram em áreas mais ou menos remotas nos últimos 200 anos. Há possivelmente 5.000 comunidades quilombolas no Brasil, sendo 3.524 oficialmente reconhecidas7. Estima-se que 2.000 ainda permaneçam sem a presença de uma igreja evangélica8.

6. Imigrantes
Há mais de 100 países bem representados no Brasil por meio de imigrantes de longo prazo com uma população de quase 300.000 pessoas9. Dentre esses, 27 são países onde não há plena liberdade para o envio missionário ou pregação do Evangelho. Ou seja, dificilmente conseguiríamos enviar missionários para diversos países que estão bem representados entre nós, sobretudo em São Paulo, Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.

7. Surdos, com limitações de comunicação
Há mais de 9 milhões de pessoas nesta categoria em nosso país e menos de 1% se declara crente no Senhor Jesus10. Há pouquíssimas ações missionárias especificamente direcionadas para os surdos em todo o território nacional.

8. Os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres
O oitavo segmento não é sociocultural como os demais, mas socioeconômico. Divide-se em dois extremos: os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres. As últimas pesquisas nacionais demonstram que a presença evangélica é expressiva nas escalas socioeconômicas que se encontram entre os dois pontos, porém sensivelmente menor nos extremos11. Em alguns Estados brasileiros há três vezes menos evangélicos entre os mais ricos e os mais pobres do que nos demais segmentos socioeconômicos12.

A Igreja de Cristo foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo onde estiver e por onde passar (Mt 28.19). Foi-lhe entregue também um critério de prioridade nas ações evangelizadoras: onde Cristo não foi anunciado (Rm 15.20). É, portanto, momento de orar pelo mundo sem Cristo, por a mão no arado e não olhar para trás.

Notas:
1. Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil (DAI/AMTB).
2. Há 32 etnias indígenas no Nordeste ainda sem presença missionária, segundo pesquisa da Aliança Evangélica Indígenas do Nordeste e AMTB.
3. Reconhecidas pelo IBGE 2012.
4. Projeto Fronteiras – pesquisa entre comunidades tradicionais da Amazônia – dados parciais 2014. Associação Evangélica Pró Ribeirinhos do Brasil.
5. Missão Amigos dos Ciganos – Dados 2014. Associação Evangélica Pró Ciganos do Nordeste
6. Missão JUVEP – Dados 2014.
7. Fundação Palmares.
8. Os dados são parciais. Pesquisa em andamento pela Associação Evangélica Pró Quilombolas do Brasil.
9. IBGE 2012: 268.201 imigrantes no Brasil.
10. IBGE 2014.
11. IBGE 2010, 2012 e 2014.
12. Projeção de dados quantitativos por categoria socioeconômica.


Ronaldo Lidório é doutor em antropologia e missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual

SR. CRISTÃO, VOCÊ TAMBÉM É UM MISSIONÁRIO?

Com o passar dos anos o senso comum evangélico nos legou alguns estereótipos. Dentre tantas funções a serem realizadas pelo crente uma das que ganharam destaque foi a de ser “missionário”. Portanto, aprendeu-se que há o cristão e o missionário. De modo que, todo missionário é cristão, e nem todo cristão é missionário. Algo obsoleto não é?, uma vez que a palavra ‘cristão’ nos remete a ser imitador de Cristo, e ninguém melhor do que ele como modelo de se fazer missões.

Sabemos que ser missionário é critério intrínseco ao discipulado de Cristo, e que portanto, aquele que cumpre o seu IDE está fincado na obediência missionária do mestre. Mas, se quiséssemos não contrariar esta perspectiva estereotipada, e se realmente levássemos em conta níveis de comprometimento e renúncia, quem seriam os verdadeiros missionários?

Recentemente visitei o estado de Piura, norte do Peru. Fui conhecer o projeto de plantação de igrejas naquele local assim como o PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar), ambos liderados pelo pastor Leonardo Gonçalves (fundador do site Púlpito Cristão) e sua esposa Jonara Gonçalves. Longe de qualquer romantismo missionário, o que fui fazer ali em Piura não passou de uma visita que durou cinco dias onde pude oferecer um simples apoio a obra de nossos irmãos. Entretanto quando se vai a um local como Piura, que fica em meio a um enorme deserto, onde menos de 3% da população é evangélica e o sincretismo religioso impera, onde a disparidade social é alarmante, onde se anda quilômetros e não se vê uma igreja evangélica, onde assentamentos humanos em meio ao nada são erguidos... aí você pára e pensa: “que ceara é esta meu Deus?! Onde estão os missionários?” Neste momento você reprocessa tudo que aprendeu e viveu sobre missões no teu país, e quando se pensa em ensinar algo, seja lá o que for, inevitavelmente  tudo se inverte e você começa a aprender com tudo que ouve e vê naquele local.

Então, algumas observações passam a ser pertinentes, uma delas é que, no Brasil há muitos “missionários”, mas infelizmente são missionários que nunca deixaram suas zonas de conforto e seus projetos pessoais. Não desmerecendo outros tipos de missões (até porque eu mesmo trabalho na área de dependência química) como missões urbanas nas grandes cidades, ou algo do tipo, vejo que há uma preferência comum entre os jovens pastores e missionários em permanecerem em suas zonas de formação.

Aprendemos então que fazer a típica missões conforme as escrituras ensinam tem muito a ver com o ‘perder a vida’, de modo que se o nosso cristianismo anda cooperando com nossos egocêntricos projetos e sucesso de vida, esta 'missão' é uma barca furada – na verdade é uma barganha adaptada ao NOSSO projeto de felicidade, e não na vontade de Deus.

Aprendemos que a nossa leitura geográfica de carência no reino anda equivocada, uma vez que no Brasil os seminários andam lotados de teólogos e missionários que estão mais preocupados em serem reconhecidos entre seus pares do que ir aonde há maior demanda de compaixão e serem abraçados pelos ‘insignificantes’ - estes são preciosos aos olhos de Deus, são os grandes alvos do "disfarce" de Jesus (Mt 25.35).

Na verdade, o que estou tentando dizer não é que para fazer “missões” seria preciso alguém deixar sua casa e fugir para o Peru, África, ou para o sertão do nordeste. O que quero dizer é precisamos aprender muito em relação ao nível de renúncia, contentamento e comprometimento daqueles que deixaram o conforto de suas casas, país e língua para arriscarem suas vidas por amor aos esquecidos, desamparados e carentes do Evangelho de Jesus. Por isso, se a minha e a sua missão de ser discípulo de Jesus na cidade ou na fazenda, dentre os ricos ou dentre os pobres, não corresponderem às mesmas motivações do missionário que não priorizou seu conforto, certamente seremos confrontados com a Cruz e padeceremos com a nossa hipocrisia diante de Deus.

Lamentavelmente, termino supondo que: se ser missionário conforme a tradição de grande parte da igreja brasileira tem a ver com uma escala de renúncia inversamente proporcional entre os projetos pessoais do cristão e a demanda de compaixão dentre os povos e nações, não restará dúvidas: no Brasil há um amontoado de cristãos, e uma “meia dúzia” de missionários.

Antognoni Misael, colunista e co-editor do Púlpito Cristão.
http://www.pulpitocristao.com

O PAPEL DAS MULHERES NAS MISSÕES



No dia 14, sexta-feira última, a SEPAL em parceria com o Instituto Ágape promoveu um encontro edificante com  Ilaene Schuler, missionária da SEPAL(Servindo à Pastores e Líderes), sobre mentoria e pastoreio de esposas de pastores e líderes. Foi um momento muito agradável de comunhão e ao mesmo tempo desafiador. Que este seja o primeiro passo de uma caminhada abençoada, tudo para Glória de Deus!
 


Saiba Mais..


 Mulheres também têm muita importância nas missões. Prova disto é o Projeto Mulheres Mentoras, liderado pela missionária da Sepal Ilaene Schüler. Com o intuito de mobilizar e capacitar mulheres para o pastoreio mútuo, o projeto é voltado para esposas de pastores e líderes.

“As mulheres enquanto esposas de pastores e líderes têm um espaço importante em todas as áreas de ação das igrejas e, no caso das esposas de pastor, ainda oferecem encorajamento e suporte para seus maridos realizarem seus ministérios”, afirma Ilaene.

A ação abrange os mais diversos valores, como relacionamentos comprometidos e saudáveis, ambiente de graça e transparência, trabalho em equipe, discipulado, ouvir a Deus, entre outros. O projeto se baseia, além de ideias de outros ministérios, nos planos do ex-missionário Sepal David Kornfield, que há 21 anos criou o movimento de Pastoreio de Pastores e junto com ele a necessidade de cada pastora e de esposas de pastores terem uma proposta específica de pastoreio para suas vidas. Diante desta inspiração, Ilaene, há dois anos, criou o seu Projeto Mulheres Mentoras.

“É importante vermos que Jesus nos afirma como mulheres, sem precisarmos seguir um modelo masculino como único e ideal. Cabe a nós a tarefa de conhecer a nossa identidade feminina e nos encorajarmos mutuamente a cumprir o Ide de Jesus, levando em consideração nossas características tão próprias de mulheres e que foram afirmadas por Ele”, diz Ilaene.

O Projeto Mulheres Mentoras se multiplica em vários Estados do Brasil. Segundo Ilaene, já existe um feedback de muitas mulheres que têm superado suas dificuldades em diversas áreas, firmando sua identidade em Cristo, ganhando encorajamento para crescerem em sua vida pessoal e ministerial e, além disso, multiplicando esta estratégia para as mulheres de suas igrejas ou grupos.

A IMPORTÂNCIA DA EVANGELIZAÇÃO NOS DIAS DE HOJE




O Evangelho precisa ser analisado tendo em vista suas muitas tonalidades culturais, étnicas, geográficas e históricas. Vejam as respostas na pesquisa nacional com referências às principais características e ênfases nos modelos utilizados para plantação e crescimento:

 
Conforme se vê ao lado, evangelização ganha disparado a corrida como maior ênfase (31%). Pequenos grupos e células vêm logo em seguida com 19%. Vemos também que apenas 5% das igrejas pesquisadas utilizam dons em curas como sua maior ênfase. Isso talvez reflita o esfriamento espiritual especialmente na igreja pentecostal. Apesar da propaganda focada nos milagres e maravilhas, os resultados não acontecem com a mesma frequência com que vinham acontecendo no movimento pentecostal avivalista das décadas de setenta e oitenta. Os rótulos são diversos, mas apatia, indiferença e arrefecimento da fé cristã encontram-se presentes em quase todos os conteúdos denominacionais. Sem sombra de dúvidas, diversas respostas da pergunta acima revelam um pouco do enigma, do caos em que se encontra a igreja evangélica brasileira bem como a falta de direção dos pastores e líderes. Por exemplo, 9% das igrejas não responderam essa questão, 6% usam um mix de métodos e o que é pior, 3,3% não possuem uma ênfase, ou seja, “estão atirando para todos os lados”.

A prioridade ao evangelismo, recrutamento de novos membros e crescimento numérico, de forma dramaticamente óbvia, visa apenas a “cristianização” da comunidade na aparência, nos números e no tamanho. O critério para o sucesso da igreja resume-se ao crescimento numérico e recursos financeiros. Parece que neste mundo evangélico do “vale-tudo”, todo tipo de metodologia pode ser utilizada, desde que produza crescimento. Que visão distorcida e reduzida do Evangelho! Os valores do Evangelho possuem apenas um papel secundário e a igreja passa praticamente despercebida pelo povo que mora ao redor (de verdade, quem gostaria de residir ao lado de uma igreja, nos horários de culto?). Além disso, as igrejas continuam balançando de um lado para o outro do pêndulo, indecisas, inseguras se devem investir mais na evangelização e projetos evangelísticos ou se devem praticar mais assistência social na comunidade local.

Evangelização Integral e David Bosch
David Bosch resume o evangelismo como dimensão e atividade da missão da igreja que, através da palavra e da ação e à luz de condições específicas e de um contexto singular, oferece a toda pessoa e comunidade, em qualquer lugar, uma oportunidade válida de ser diretamente desafiada a uma radical reorientação de sua vida, uma reorientação que implica coisas como ser libertado da escravidão do mundo e de seus poderes; aceitar a Cristo como Salvador e Senhor; tornar-se um membro vivo de sua comunidade, a igreja; ser arrolado em um serviço de reconciliação, paz e justiça na terra, e comprometer-se com o propósito de Deus de colocar tudo sob o senhorio de Cristo. Ele esboça 18 considerações para uma melhor compreensão do evangelismo, especialmente em suas relações com a missão que resumem e acrescentam os vários temas abordados até o momento:

1. A missão é mais ampla que o Evangelismo. Missão denota a tarefa global que Deus deu à igreja para a salvação do mundo. Ela é a igreja enviada ao mundo para amar, servir, pregar, ensinar, curar, libertar.

2. Evangelismo não pode ser equiparado à missão. Evangelismo é parte integrante da missão mais abrangente da igreja, está inserido na missão global da igreja. 

3. Evangelismo é “dimensão” essencial da atividade global da igreja, como coração ou cerne da missão da igreja.

4. Evangelismo implica testemunhar o que Deus fez, está fazendo e fará, como mediador da boa nova do amor de Deus em Cristo que transforma a vida humana.

5. Evangelismo objetiva uma resposta, mudanças específicas, renunciando evidências do domínio do pecado em nossas vidas, aceitando responsabilidades em termos do amor de Deus.

6. Evangelismo representa um convite. É comunicar alegria, uma mensagem positiva de esperança. Não é o mesmo que (1) oferecer uma panaceia psicológica para as frustrações e desapontamentos das pessoas, (2) inculcar sentimentos de culpa para que as pessoas em desespero se voltem para Cristo, ou (3) assustar as pessoas a fim de que se arrependam e convertam com estórias sobre os horrores do inferno. As pessoas devem ser atraídas pelo amor de Deus.

7. A pessoa que evangeliza é uma testemunha, não um juiz. Newbigin nos lembra que jamais posso saber se a pessoa que rejeita meu testemunho rejeitou a Jesus.

8. Embora devamos ser modestos quanto ao caráter e à eficácia de nosso testemunho, o evangelismo permanece um ministério indispensável. Não representa um acessório opcional, mas um dever sagrado.

9. O evangelismo só pode acontecer quando a comunidade que evangeliza –a igreja, é uma manifestação radiante da fé cristã e exibe um estilo de vida atraente. Muitos não confessam a Cristo porque rejeitaram-no pelo que viram na vida dos cristãos.

10. O evangelismo oferece às pessoas a salvação como uma dádiva presente e, junto com ela, a garantia de bem-aventurança eterna, pois pessoas estão procurando desesperadamente um sentido para a vida. Mas se essa oferta constituir o centro do evangelismo, degrada-se o Evangelho a um artigo de consumo e Cristo é reduzido a pouco mais que um fornecedor de bênçãos especiais. 

11. Evangelismo não é proselitismo, onde as pessoas de outros grupos sociais e igrejas sejam vistas como “candidatos” a serem ganhos. Grande parte disso reflete a tendência de construir impérios.

12. Evangelismo não é o mesmo que extensão eclesiástica, sinônimo de expansão da igreja através do incremento numérico de membros. A atenção do evangelismo não deveria estar voltada para a igreja, mas para o reinado de Deus.

13. Distinguir entre evangelismo e recrutamento de membros não significa sugerir que ambos estejam desconectados. Faz parte do cerne da missão cristã fomentar a multiplicação de igrejas. Sem a igreja é impossível haver evangelismo ou missão. Mas as estatísticas são menos úteis quando queremos medir o grau de eficácia e responsabilidade do evangelismo na igreja. Um evangelismo autêntico pode causar a diminuição dos membros de uma igreja.

14. Apesar de não ser individualista, no evangelismo, “só é possível dirigir-se a pessoas, e só elas podem responder. O evangelismo tem uma dimensão pessoal e social.

15. O evangelismo autêntico sempre é contextual, valorizando a história, contexto e ética social. O Evangelho implica no senhorio de Cristo em todas as esferas da vida.

16. O evangelismo não pode ser dissociado da pregação e prática da justiça. Ser um discípulo de Cristo implica em aceitar um compromisso com Cristo e um chamado ao serviço do Reino de Deus. Evangelismo significa angariar pessoas para o reinado de Deus, libertando-as de si mesmas, de seus pecados e de seus enredamentos, a fim de que sejam livres para Deus e o próximo.

17. Evangelismo não é um mecanismo para apressar a volta de Cristo. Barret e Reapsome (1988), calculou que houve 788 planos globais para evangelizar o mundo e que a maioria deles estava relacionada com expectativas escatológicas. Os projetos fascinados com o ano 2000 mostraram-se altamente questionáveis. 

18. Evangelismo não é apenas proclamação verbal, apesar de possuir uma dimensão verbal da qual não é possível escapar. Mas não existe uma única maneira de testemunhar Cristo. A Palavra jamais pode estar divorciada da ação. Não é possível empacotar o evangelismo em 4-5 princípios. Não há um plano mestre, uma lista de verdades absolutas. Só nos é possível testemunhar o Evangelho de maneira ousada e humilde, concomitantemente.

Será que podemos impor nossos mapas como único caminho para nortear os confusos, indecisos e peregrinos à beira do caminho ou prescrever nossos próprios medicamentos como a única solução e cura das doenças? Quando fazemos isso dizemos que somos mais importantes, somos melhores que vocês. O cristão deve refletir o seguinte na conversão de não cristãos: como desenvolver um relacionamento pessoal e fraternal com eles antes e depois de evangelizá-los? Qualquer tipo de aproximação ou conversa que não tenha interesse em continuar num bom relacionamento irá quebrar a comunicação. Precisamos trazer o dom da certeza num clima de ambiguidade, com clareza sem superioridade.

Rubens R. Muzio – Sepal






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